Babilônia

Por Tiago Ferreira da Silva
Cidade mais conhecida da região da Mesopotâmia, Babilônia é tida para muitos historiadores como o berço da civilização pelos grandes avanços sociais, econômicos, políticos e culturais.

Jardins Suspensos da Babilônia

Os primeiros povos mesopotâmicos chegaram há mais de 5.000 anos atrás das montanhas da Ásia central a procura de territórios férteis próximos aos rios, para fixarem moradia. Por volta do século XIX a.C., os amoritas derrotaram os sumérios e acádios que dominavam a Mesopotâmia. Oriundos do sul do deserto árabe, construíram a cidade-Estado de Babilônia, formando o Primeiro Império Babilônico.

No século XVIII a.C., o rei babilônio Hamurábi conseguiu unificar o povo e expandir seu domínio para além do Golfo Pérsico, possibilitando grandes avanços na agricultura - através da canalização dos rios - e na arquitetura babilônica - criando grandes templos luxuosos, como os zigurates, para venerar o deus Marduk.

É de autoria de Hamurábi o primeiro código de leis do mundo. Baseado nas Leis de Talião – “olho por olho, dente por dente” -, o Código de Hamurábi estabelecia punição aos crimes conforme a gravidade do delito. Por exemplo, no artigo 218 “se um médico fizer uma larga incisão com uma faca de operações e matar o paciente, suas mãos devem ser cortadas”. As punições não eram as mesmas se fossem para os escravos: eles estavam vulneráveis a sofrerem os piores castigos, pois eram tratados como números.

Com a morte de Hamurábi, seguiu-se uma grande instabilidade política na Babilônia, facilitando a invasão e domínio dos cassitas. Entre 1300 a.C. e 630 a.C., os assírios promoveram inúmeras guerras no território mesopotâmico, esbanjando força bélica. Tanto preparo para o combate e grande repressão no trato com seus inimigos não demoraria a mostrar o ponto fraco dos assírios: a administração.

As invasões assírias provocaram grandes revoltas civis nos territórios ocupados, deixando as cidades mesopotâmicas vulneráveis à invasão dos caldeus, sob liderança do monarca Nabopossalar. Ele unificou os territórios e deu início ao Segundo Império Babilônico ou Império Neobabilônico.

Sete anos depois, após a morte de Nabopossalar, seu filho Nabucodonosor assume e faz o possível para expandir seu domínio pela Mesopotâmia. Investindo pesado no seu exército, lutou por mais de trinta anos para conquistar os territórios do Egito, Assíria, Jerusalém, Fenícia, parte da Arábia, Palestina, Síria e Elam, tornando-se a maior liderança do Oriente Médio da Antiguidade.

Em seu governo, que durou de 604 a.C. a 562 a.C., Nabucodonosor protegeu Babilônia com muralhas pela cidade e impulsionou o desenvolvimento arquitetônico com luxuosos palácios para os funcionários públicos, a Torre de Babel, citada no Antigo Testamento da Bíblia, e os Jardins Suspensos da Babilônia, famosa por ser uma das Sete Maravilhas da Antiguidade.

No ano de 539 a.C., os persas invadiram a Babilônia e dominaram todo o território da Mesopotâmia, com o forte exército liderado por Ciro, o Grande.

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Fontes:
http://www.historiadomundo.com.br/babilonia/
http://www.suapesquisa.com/pesquisa/babilonia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Babilônia