Caldeus

Por Tiago Ferreira da Silva
Os caldeus eram povos semitas do sul da Mesopotâmia que habitavam na margem oriental do rio Eufrates. Eles iniciaram seu domínio expansionista após a invasão à cidade de Nínive, que era dominada pelos belicistas assírios, em 612 a.C.

O monarca Nabopossalar, que comandou a insurreição, já fora governador de uma província dominada por assírios e ordenou o ataque após perceber a maior fraqueza desse povo: a administração.

Por mais de um milênio (entre 2000 a.C. e 700 a.C.) os assírios conquistaram um grande número de territórios mesopotâmicos, estendendo sua hegemonia para além do Mar Mediterrâneo, englobando Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., o Primeiro Império Babilônico, que fora erigido por acádios, dominou a cidade da Assíria, aumentando a hegemonia da Babilônia - que desta vez tornou-se troféu dos assírios.

Apesar de serem grandes estrategistas bélicos e simpatizantes da guerra, os assírios eram fracos como governantes. Com toda a expansão da Babilônia, eles não sabiam como fazer para unificar todo o território, o que suscitou em inúmeras revoltas civis, facilitando a invasão do povo caldeu.

A partir de então, surgia o Segundo Império Babilônico, erguido pelos caldeus. Sete anos após a conquista, o imperador Nabopossalar faleceu, deixando o poder nas mãos de seu filho Nabucodonosor, responsável pelas principais mudanças na Mesopotâmia que caracterizaram a importância da cultura caldéia.

Ambicioso pelo poder, Nabucodonosor investiu no exército para conquistar os territórios do Egito e dos assírios em sua totalidade. Não satisfeito, expandiu a hegemonia caldeia para Jerusalém, Fenícia e Arábia, que estavam mais despreparados para as invasões. Ainda estavam sob seu domínio a Palestina, a Síria e o Elam, tornando-o o mais poderoso rei do Oriente.

O reinado de Nabucodonosor durou 42 anos (604 a.C. – 562 a.C.) e tornou-se o período mais áureo da Babilônia, principalmente com a construção das maravilhas arquitetônicas como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos. Mas também foi impulsionado por violentas repressões contra os inimigos, como o “Cativeiro da Babilônia”, que exigiu a deportação em massa dos judeus de Jerusalém para a Mesopotâmia.

Em 539 a.C., os persas, liderados por Ciro, o Grande, invadiram o território mesopotâmico e dominaram completamente a Babilônia, pondo fim à hegemonia dos caldeus.