Solventes

Por Júlio César Lima Lira
Solventes são substâncias capazes de dispersar determinadas outras (solutos) em seu meio. Assim, numa solução, o estado físico final dependerá (primariamente) do solvente em questão. Entretanto, as soluções sólidas e gasosas são diferenciadas porque tanto o solvente quanto o soluto estão, necessariamente, no mesmo estado de agregação.

Os solventes líquidos são sensivelmente mais utilizados que qualquer outro, uma vez que uma solução líquida é de fácil manuseio e possui maior usabilidade. Assim, são classificados de acordo com a natureza química de seletividade.

De acordo com a teoria “semelhante dissolve semelhante”, os solventes polares são capazes de solubilizar os solutos também polares, assim como os apolares solubilizam solutos também apolares.

Solventes Polares

Os solventes polares são aqueles cujas moléculas constituintes apresentam regiões eletronicamente densas (assim, com maiores momentos dipolares e maiores constantes dielétricas), e que por isso têm facilidade em solvatar (criar uma camada sobre o soluto) quaisquer substâncias de características também polares.

Alguns dos solventes polares mais conhecidos são: a água (solvente universal), o etanol e o ácido acético. Entretanto, o etanol (álcool etílico) é muitas vezes considerado bipolar por dissolver com facilidade substâncias orgânicas apolares.

Solventes Apolares

Nessa classe de solventes está o hexano, benzeno e clorofórmio. Sendo caracterizada pela ausência, ou baixa ocorrência, de regiões eletricamente densas nas moléculas constituintes (assim, com menores momentos dipolares e menores constantes dielétricas). Logo, a naftalina (extremamente apolar) é solúvel em hexano ao ponto que flutua em água líquida.

Novamente, o etanol pode ser considerado solvente apolar por conseguir dissolver o éter praticamente em qualquer proporção (enquanto a água dissolve menos de 70g por litro). Assim como, pode-se citar a propanona (acetona comercial).

Muitos solventes apolares (hidrocarbonetos, em geral) são voláteis por causa da estrutura da cadeia (quanto menor a cadeia carbônica, menor o ponto de ebulição), além das forças intra e intermoleculares (mais fracas em relação aos compostos polares).