Arritmia Cardíaca

Por Ana Lucia Santana
A arritmia cardíaca se caracteriza por um distúrbio no ritmo em que o coração bate. Ela se refere a um amplo espectro de enfermidades, várias delas bem frequentes e sem nenhum fator preocupante, outras mais incomuns e inquietantes, capazes de ameaçar a existência humana. No processo de incidência da arritmia o coração pode pulsar mais veloz, no caso das taquicardias, ou mais lentamente, como ocorre nos eventos conhecidos como bradicardias.

Esta arritmia pode impedir o coração de enviar o sangue necessário para o organismo, causando assim lesões graves no cérebro, no coração e em outras partes do corpo. A cadência cardíaca se submete a uma modalidade particular de células, as nervosas, as quais enviam os sinais elétricos que fiscalizam os batimentos deste órgão. Quando estas células apresentam algum problema ou os impulsos elétricos não circulam adequadamente pelo coração, o ritmo normal é modificado.

Entre as causas deste distúrbio estão: o stress, o uso constante do cigarro, do álcool, de algumas substâncias, como a cocaína e as anfetaminas, condicionamento físico intenso, utilização de alguns remédios e de cafeína. Um infarto ou outros males cardíacos – hipertensão, problemas da artéria coronária, insuficiência do funcionamento do coração, hipotireoidismo, hipertiroidismo, e doença reumática do coração - são igualmente capazes de provocar esta doença. Em alguns casos, porém, é impossível detectar as causas.

A arritmia incide em pessoas de qualquer faixa etária, gênero ou raça, e pode ou não estar ligada a outras enfermidades cardíacas. Nas bradicardias pode ser necessário se recorrer ao uso de um marcapasso, enquanto algumas taquicardias são apenas fruto de um esforço físico maior ou de um problema emocional, e outras são muito graves.

Algumas vezes a arritmia pode aparecer sem nem ser notada, o que ocorre na maior parte das pessoas. Outras são mais sintomáticas. Sua ocorrência, portanto, varia conforme o contexto clínico do indivíduo – quantas vezes ela aparece, qual a frequência cardíaca do paciente, se há outra enfermidade do coração em pauta, entre outros fatores.

A queixa mais constante é referente à palpitação, comum às duas formas de arritmia cardíaca; alguns são mais afetados por este sintoma. Outro sinal é o desmaio, do qual a pessoa retorna imediatamente, sem nenhum auxílio alheio. Aparecem também falta de ar, cadência lenta ou irregular do coração, percepção de um pequeno intervalo entre as batidas cardíacas, ansiedade, debilidade, tontura e leve dor na cabeça, sudorese, sensação de estar sem fôlego, dor no peito. Em casos mais graves a pessoa pode revelar confusão psíquica, pressão baixa, e angina, exigindo um rápido atendimento para se evitar um mal maior.

Os principais meios de se diagnosticar esta enfermidade são o exame clínico, o uso de eletrocardiogramas, o Holter-24 horas, o Ecocardiograma e o Estudo eletrofisiológico, uma espécie de cateterismo que, ao ser realizado, pode tratar uma série de arritmias. Além destes procedimentos, detectada a arritmia e sua modalidade específica, pode-se introduzir o uso de medicamentos, determinados processos médicos e, em alguns casos, é possível recorrer-se à cirurgia. Os procedimentos medicinais são indispensáveis apenas na presença de vertigens, dor no coração e perda da consciência ou quando há o risco do paciente apresentar outros problemas sérios, como insuficiência cardíaca ou infarto repentino.

Fontes:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4825&ReturnCatID=357
http://www.copacabanarunners.net/arritmia-cardiaca.html

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