Erisipela

Por Thais Pacievitch
Erisipela é um processo infeccioso agudo, que atinge a derme e a hipoderme, geralmente dos membros inferiores. A erisipela geralmente é causada pela bactéria Streptococcus pyogenesus do grupo A, embora possa também ser causada por Staphylococcus aureus, ou mesmo por estreptococos do grupo B, sendo que as bactérias se propagam pelos vasos linfáticos.

A erisipela não é contagiosa. É popularmente chamada de esipra, febre-de santo-antonio, mal-da-praia, mal-do-monte, entre outros. A infecção ocorre quando as bactérias encontram pequenos arranhões, cortes, picadas de inseto, calos ou mesmo fissuras causadas por fungos (frieiras). Pessoas com problemas circulatórios nos membros inferiores, pacientes que foram submetidas à mastectomia, obesos e diabéticos são as maiores vítimas da erisipela, embora pessoas de todas as idades estejam sujeitas a ela. É mais comum ocorrer nos membros inferiores, mas pode ocorrer também nos membros superiores, tronco ou mesmo na face.

Febre alta, dor de cabeça, prostração, náuseas e vômito são os primeiros sintomas, que podem durar até oito dias. Na região afetada, inicialmente, com leve inchaço, a pele fica quente, vermelha e brilhosa, passando rapidamente a um inchaço maior, tornando a região bastante dolorida, sobretudo por que na pele surgem bolhas purulentas, que evoluem para a necrose.

É por meio do exame clinico que o médico faz o diagnóstico da erisipela. Quanto mais rápido é iniciado o tratamento, menores as chances de ocorrerem complicações. O tratamento é feito com o uso de antibióticos, antiinflamatórios analgésicos e antitérmicos, além das medidas tópicas na região afetada, e na região de possível entrada das bactérias (como as frieiras, por exemplo).  O repouso é recomendado.

A principal complicação resultante da erisipela é o linfedema pós-infeccioso, que ocorre quando há a destruição do vaso linfático, pelo processo infeccioso da pele e do tecido celular subcutâneo. O linfedema é um edema, ou seja, um inchaço duro e persistente, que se não for tratado, pode tornar-se uma doença crônica, alterando a estética, a mobilidade, além de causar uma sensação de peso e desconforto na região afetada.

Referências:
COSTA, Camila Alves et al. Integridade da pele prejudicada relacionada à erisipela: relato de experiência. Disponível em: <http://www.abeneventos.com.br/anais_61cben/wp-content/uploads/01406.pdf> Acessado em: 20 mai. 2010.

ERISIPELA. Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Disponível em: <http://www.erisipela.com.br/> Acessado em: 20 mai. 2010.

MICKELBERG, Rosely Maia. Erisipela. Disponível em: <http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?488> Acessado em: 20 mai. 2010.

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