Infecção

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

Uma infecção ocorre quando microrganismos invadem tecidos corporais e causam doenças. As doenças infecciosas são, em geral, provocadas por bactérias, fungos, vírus, parasitas, etc. que invadem o corpo multiplicam-se e provocam a infecção.

Nesse processo de invasão, ao menos uma parte do ciclo vital do agente infeccioso ocorre dentro do hospedeiro e como consequências desse processo, surgem as doenças.

Existem diversos tipos de infecções, que são nomeadas de acordo com o local acometido, por exemplo, infecção de garganta, de ouvido, infecções sexualmente transmissíveis, infecções hospitalares, urinárias, de pele, pneumonias, infecções de sangue, do coração, nos olhos, entre outras.

O corpo humano é habitado por diferentes microrganismos que vivem em harmonia e auxiliam em processos metabólicos, ou seja, eles fazem parte da nossa microbiota normal. Porém, mesmo esses microrganismos, podem causar doenças, quando por exemplo eles estão fora do seu nicho.

Existem diversos fatores associados a susceptibilidade a infecções, como a idade, geralmente crianças e idosos que possuem imunidade fragilizada e são os mais acometidos, pessoas imunocomprometidas, que possuem doenças crônicas como a AIDS e a diabetes mellitus, que interfere no processo de cicatrização da pele, obesidade, pacientes que estão fazendo tratamento de câncer, transplantados, e a permanência de internação hospitalar, que está associada as infecções hospitalares e deve ser reduzida ao máximo possível em pessoas com imunidade comprometida.

Nosso sistema imunológico consegue combater grande números de infecções, mas se por algum motivo ele estiver enfraquecido, as chances de infecções aumentam.

A maioria das infecções, quando não devidamente tratadas, podem levar a Sepse, também conhecida como infecção generalizada, que resulta na falência de órgãos e pode levar ao óbito.

O nosso sangue é estéril, mas inúmeros patógenos podem penetrar na corrente sanguínea e causar sérios problemas, caso ocorra a proliferação descontrolada, causando a sepse e em casos mais graves o choque séptico.

Algo que é bom diferenciar é a inflamação da infecção. A inflamação é a resposta a agressões como cortes, necessitando de um tratamento local, já a infecção é resultado da invasão de microrganismos externos.

Sintomas

Os sintomas clássicos de uma infecção envolvem febre, mal-estar, calafrios, dor no local acometido, por exemplo, em caso de uma infecção de garganta, ou ardência ao urinar, em casos de uma infecção urinária, diarreia, tosse, secreções, fadiga, fraqueza e tontura.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado a partir de um exame clínico e de exames laboratoriais, como os testes que usam uma amostra de sangue, urina, fezes, escarro ou outro fluído ou tecido do corpo. Podem ser realizadas culturas do microrganismo para que a partir da proliferação seja possível identifica-lo.

Tratamento

O tratamento das infecções depende do agente patogênico associado, em casos onde a infecção é causada por bactérias, os antibióticos são prescritos. Em infecções virais, o tratamento pode ser realizado com os antivirais, ou dependendo da infecção, apenas com o tratamento dos sintomas, com os antitérmicos e analgésicos, e em infecções causadas por fungos, os antimicóticos.

Para realizar o tratamento, é necessário a identificação do agente causador, pois cada um responde a medicações específicas e quanto antes a infecção for tratada, melhor para evitar as complicações associadas.

Prevenção

A prevenção da grande maioria das infecções exige medidas simples, como a vacinação, que previnem diversas doenças bacterianas e virais e protegem os organismos por longo prazo.

O SUS fornece a maioria das vacinas, sendo tomadas de acordo com o calendário anual, desde o nascimento.

Outras medidas importantes envolvem a higienização das mãos, com água e sabão, e de alimentos, além do cozimento dos mesmos. Minimizar o máximo possível o contato direto com pessoas que estão com algum tipo de infecção, evitar locais fechados e aglomerações.

Pessoas imunocomprometidas devem redobrar os cuidados, pois são mais susceptíveis as infecções e as complicações, que podem ser graves.

Como foi mencionado, as internações hospitalares também são fonte de infecções, então programas terapêuticos para minimizar o máximo possível o tempo de internação e a manutenção criteriosa da utilização de procedimentos invasivos como cirurgias, sondas, drenos, cateteres auxiliam na prevenção.

Fontes: Sociedade Brasileira de parasitologia

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_I.php

TORTORA, G.J, FUNKE, B. R, CASE, C. L. Microbiologia. -8. ed.-Porto Alegre: Artmed, 2005.

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