Diabetes Mellitus

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

Diabetes Mellitus é uma doença comum, caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). No corpo humano, a insulina possui a função metabolizar a glicose para produção de energia. Ela é produzida pelo pâncreas.

A glicose é um monossacarídeo que provem da quebra dos carboidratos. Ela chega na corrente sanguínea e depende da insulina para conseguir entrar dentro das células e participar do processo de produção da energia, juntamente com o oxigênio, dentro de uma organela celular denominada mitocôndria.

Existem alguns tipos de diabetes, mas são utilizadas duas grandes classificações, sendo elas: Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2.

A diabetes tipo 1 é mais frequente em crianças e é o resultado da destruição das células beta pancreáticas, que pode ocorrer por um processo imunológico, por isso pode ser considerada uma doença autoimune. Esse tipo de diabetes não está associado ao excesso de peso e obesidade e é um quadro crônico.

A diabetes tipo 2, mais frequente em pessoas mais velhas e associada com aumento de peso e obesidade, é a mais comum, sendo uma condição frequente na população brasileira. Nesse caso a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. A diabetes tipo 2 tem uma associação com fatores hereditários, quem tem histórico familiar da doença pode ter uma maior predisposição para desenvolve-la.

Existe ainda a diabetes gestacional, que ocorre durante a gestação. Nesses casos, a doença pode ser transitória e terminar ao final da gravidez.

Sintomas

Os sintomas podem ter uma evolução rápida e incluem sede, boca seca, manchas na pele, que podem ser confundidas com uma dermatite, aumento da diurese, fome excessiva, emagrecimento, cansaço e fraqueza, mudanças de humor e feridas que demoram para cicatrizar. Os sintomas podem evoluir ainda para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. A cetoacidose diabética, distúrbio metabólico, é a complicação mais importante, que requer internação. Outros sintomas como alterações visuais e dores nas articulações também são frequentemente relatados.

Em ambos os casos, podem surgir complicações futuras como cegueira, insuficiência renal, doenças cardíacas, AVC e amputação de pés e pernas.

Diagnóstico

O exame mais comum para detectar a diabetes, é o destro, baseado em uma gota de sangue em uma fitinha e analisada em um aparelho. O resultado é rápido, em minutos.

Em casos onde se detecta as alterações de glicose, outros exames são indicados, como a chamada glicemia de jejum, que deve estar entre 70 a 110 mg por 100 ml de sangue e a curva glicêmica.

Tratamento

O tratamento da diabetes depende do tipo associado. Nos casos do tipo 1 é utilizada a aplicação de insula, várias vezes por dia. A insulina humana (NPH e Regular) utilizada no tratamento, atualmente é desenvolvida em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante. A insulina chamada regular é idêntica à humana na sua estrutura e deve ser administrada em casos de urgência, quando as taxas glicêmicas estão elevadas. Já a NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito mais prolongado. Já no tipo 2, o mais é indicado a medicação oral, sendo poucos os casos onde é necessário a aplicação de insula injetável.

Em ambos os casos, deve se fazer um controle da dieta, com alimentos diet e controle do consumo de carboidratos e açúcar e exercícios físicos que são importantes para reduzir o nível de glicose. Os diabéticos devem medir a glicose diariamente em casa, para fazer o controle.

Prevenção

A diabetes tipo 2, mais frequente na população está associadas com hábitos de vida, então a melhor forma de preveni-la é o consumo de alimento saudáveis, pratica de exercícios físicos e controle do peso.

As taxas da doença vêm aumentando nos últimos anos, principalmente nas populações mais jovens, devido ao aumento do consumo de gorduras e carboidratos.

Infelizmente não existe nenhuma forma de prevenir a Diabetes tipo 1. Porém, alguns hábitos saudáveis podem ajudar a prevenir ou a reduzir as complicações associadas à doença.

Fontes:

http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/diabetes#prevencao

https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes/

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/

https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/diagnostico-e-tratamento

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