Escabiose

Por Débora Carvalho Meldau
A escabiose, popularmente conhecida como sarna humana, é uma doença de pele contagiosa, que tem como agente etiológico um ácaro da espécie Sarcoptes scabiei.

A transmissão desse parasita ocorre por meio do contato direto entre os individuos e pelo compartilhamento de vestimentas. Esta afecção é comum entre os humanos e não está relacionado à falta de higiene, embora seja mais comum em ambientes de elevada aglomeração e pouco higiênicos.

Este ácaro alimenta-se de queratina, a proteína que compõe a camada externa da pele. Por conseguinte ao acasalamento, a fêmea deposita os ovos (em media seis por fêmea), que ecloedem após duas semanas.

Entre duas a seis semanas de ocorrido o contato com algum indivíduo contaminado ou com objetos pessoais do mesmo, surgem às manifestações clínicas. Como este ácaro perfura a pele do seu hospedeiro, isso causa lesões de pele (erupções), acompanhadas de intenso prurido, sendo este presente especialmente durante a noite.

As lesões apresentam-se como pequeno trajeto linear da cor da pele ou um pouco avermelhado, sendo que estas normalmente não são observadas, uma vez que o ato de coçar a torna irreconhecível. Na maior parte dos casos, são observados diminutos pontos escoriados ou cobertos por crostas. O ácaro em si não representa perigo, mas, devido à coceira, podem ocorrer infecções secundárias que podem ser graves, especialmente em pacientes portadores de doenças que afetam o sistema imune.

As áreas mais acometidas por esse parasita entre os dedos das mãos e dos pés, ao redor dos pulsos e cotovelos, nas axilas, na dobra do joelho e ao redor da cintura; todavia, pode afetar qualquer área do corpo. Em crianças pequenas e bebês é comum acometer as regiões da cabeça, pescoço e palmas das mãos.

Indivíduos que já foram acometidos pelo parasita no passado poderão desenvolver os sintomas dentre de poucos dias, pois já foram sensibilizados anteriormente, bem como apresentar sintomatologia mais branda.

O diagnóstico é obtido por meio do exame clínico, podendo ser confirmado através da visualização do ácaro pela microscopia.

O tratamento é realizado com inseticidas especiais ou escabicidas. Estes devem ser aplicados no corpo inteiro, exceto acima da linha do nariz e das orelhas, por aproximadamente 3 dias. É de extrema importância que a aplicação seja feita novamente após 7 a 10 dias para combater o ácaro oriundo dos ovos que não haviam eclodido durante a primeira aplicação. Alguns fármacos por via oral também são úteis na terapêutica dessa afecção, sendo estes em dose única, podendo ser necessária a repetição após 1 semana.

A família inteira e/ou parceiros devem ser submetidos a tratamento simultaneamente para que não haja uma reinfestação. Além disso, é importante ressaltar que as roupas, tanto de cama como as de uso pessoal, devem ser esterilizadas.

Fontes:
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/sarna.shtml
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?183
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/21337
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarna
http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sarna-escabiose/

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