Febre do Feno

Por Débora Carvalho Meldau
A febre do feno é um tipo de rinite alérgica, trata-se de uma alergia ao pólen de certas plantas, especialmente as gramíneas (componentes do feno) e árvores (como bétula e aveleira).

Estima-se que de 50 a 90% dos indivíduos que sofrem com a febre do feno possuem histórico familiar de alergia, fato que sugere a presença de uma predisposição genética.

Atualmente, nos países industrializados, uma em cada cinco indivíduos apresentam a febre do feno, o dobro do que era observado há 30 anos. Pesquisas realizadas na Europa apontam que neste continente de 10% a 25% da população entre 15 a 50 anos de idade sofrem com a rinite alérgica sazonal.

Os sintomas aparecem logo após o indivíduo entrar em contato com o alérgeno (pólen), sendo que a intensidade das manifestações clínicas varia de indivíduo para indivíduo e até no próprio indivíduo de acordo com o horário do dia, havendo exacerbação dos sintomas após despertar. Dentre os sintomas mais comuns estão:

  • Tosse;
  • Espirro;
  • Congestão nasal;
  • Rinorreia;
  • Cefaleia;
  • Lacrimejamento ou vermelhidão dos olhos;
  • Coceira no nariz, olhos, garganta, pele, dentre outros locais;
  • Falta de ar;
  • Cansaço;
  • Dificuldade para dormir.

Apesar de a febre do feno poder ocorrer durante o ano todo, é mais comumente observada na Primavera e no outono, épocas nas quais a quantidade de pólen produzida pelas plantas é maior.

O diagnóstico é feito por meio do histórico clínico do paciente. Quando for necessário, alguns testes podem ser feitos para elucidar qual o alérgeno ocasiona a alergia. O teste mais comum é o de sensibilidade, no qual é colocada uma gota de solução que contém um alérgeno purificado sobre a pele e, por conseguinte, feita uma picada para permitir que a solução entre em contato com a derme. Habitualmente utilizam-se os alérgenos mais comuns existentes na área em que o paciente reside. Após um período de cerca de 20 minutos verifica-se se algum alérgeno desencadeou uma resposta alérgica.

A forma de prevenção engloba adotar todas as medidas para evitar o contato com o pólen, como evitar locais abertos com vegetação abundante, manter o vidro dos automóveis e ambientes fechados, instalar um filtro de pólen no automóvel, dentre outras.

O tratamento dos casos mais brandos da febre do feno é feito com o uso de medicamentos anti-histamínicos, capazes de bloquear a ação da histamina, um dos principais mediadores responsáveis pelos sintomas da alergia. Nos casos mais graves, podem ser utilizados glicocorticoides tópicos, mais eficazes para os sintomas nasais do que os anti-histamínicos.

Nos casos que a prevenção e o tratamento não são suficientes para combater a sintomatologia, existe a opção da imunoterapia, na qual são feitas injeções com doses crescentes do alérgeno que resultará na dessensibilização do sistema imune do paciente, resultando em uma ausência de reação alérgica ou de menor intensidade.

Fontes:
http://www.criasaude.com.br/N3169/doencas/febre-do-feno.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Febre_dos_fenos
http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3479/-1/febre-do-feno-versao-simplificada.html

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