Gonartrose

Por Débora Carvalho Meldau
O termo gonartrose refere-se a um tipo de artrose no joelho, causada por trauma, infecção, meniscectomia, lesão ligamentar ou qualquer outra forma de agressão ligamentar, podendo também surgir sem causa aparente.

Acomete com maior frequência mulheres do que homens, provavelmente em decorrência das diferenças anatômicas existentes entre ambos os sexos. A mulher apresenta maior diâmetro transversal do quadril, que é uma vantagem obstétrica, resultando em um maior ângulo em valgo do joelho.

A deformidade na estrutura mecânica dos ossos do membro inferior leva a um estresse articular, muito superior ao causado apenas pelo peso corporal. Deformidades também podem levar à sobrecarga do comportamento medial, com consequente ruptura da cartilagem.

Esta condição inicia-se especificamente nas regiões de menor contato entre as duas superfícies articulares, local onde a nutrição da cartilagem hialina é menor, uma vez que depende do efeito embebimento/evaziamento, conhecido como efeito esponja.

As manifestações clínicas incluem dor, espasmos musculares, rigidez, limitação de movimento, desgaste e fraqueza muscular, tumefação local, deformidades, crepitação e perda funcional.

A dor costuma se agravar ao longo do dia, diminuindo durante o repouso. Todavia, a rigidez surge somente no início dos movimentos. As limitações de movimentos podem surgir precocemente, enquanto que as deformidades costumam aparecer mais tarde.

O diagnóstico clínico é feito com base no quadro clínico e exame físico do paciente. Radiografias ajudam a fechar o diagnóstico, apontando geodes subcondrais, osteófitos nas extremidades, estreitamento da entrelinha articular e esclerose subcondral.

O tratamento inicial é clínico. O objetivo é minimizar a dor, por meio de terapia não medicamentosa e medicamentosa. A primeira inclui fisioterapia, osteopatia e acupuntura. Já a segunda, é feita por meio do uso oral de glucosamina ou acetominofeno, anti-inflamatórios não esteroides ou opioides, terapia tópica com capsaicina, anti-inflamatórios não esteroides ou lidocaína e terapia intra-articular com a administração de corticoides ou ácido hialurônico.

Quando o tratamento clínico deixa de ser eficaz, o próximo passo é a cirurgia, que pode abranger uma lavagem articular artroscópica, osteotomia ou prótese de joelho.

Fontes:
http://www.gonartrose.com/
http://www.tuasaude.com/gonartrose/

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