Hiperglicemia

Por Marina Martinez
Hiperglicemia (hiper = alto + glicemia = taxa de glicose no sangue) é uma patologia caracterizada pelo excesso de glicose (açúcar) no sangue. Pessoas que estão nesta condição possuem um nível de glicose superior a 180 mg/dl (miligrama por decilitro) após as refeições, um quadro conhecido como hiperglicemia pós-prandial, e acima de 130 mg/dl em jejum de pelo menos oito horas, quadro conhecido como hiperglicemia em jejum.  A hiperglicemia é um problema grave de saúde, que prevalece em indivíduos diabéticos, pois no corpo destes indivíduos não há a presença do hormônio insulina suficientemente ou a insulina não funciona corretamente para controlar os níveis de glicose no sangue.

Indivíduos com diabetes mellitus do tipo 1 dependem de insulina externa, geralmente administrada por via subcutânea, para a sua sobrevivência, uma vez que o hormônio não é mais produzido internamente pelo pâncreas, pois há uma deficiência nas ilhotas de Langerhans. As ilhotas de Langerhans são um conjunto de células endócrinas presente no pâncreas, que secretam diversas substâncias. Uma delas é a insulina, que tem um papel fundamental no corpo humano, o de controlar a glicose no sangue e, é secretada por um tipo de célula das ilhotas de langerhans, denominadas células beta.  Além de não produzirem insulina, pessoas com diabetes tipo 1 possuem maiores chances de desenvolver problemas maiores como, doenças cardiovasculares, retinopatia, neuropatia e nefropatia.

Já as pessoas que possuem diabetes mellitus do tipo 2, ou o corpo não produz insulina suficiente (deficiência de sua secreção) ou as células ignoram a insulina (resistência à ação da insulina). Este tipo de diabetes é mais comum em indivíduos acima de 40 anos. Pessoas obesas possuem maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2, como também pode ser ocasionada devido a fatores genéticos.

O corpo humano ao digerir os alimentos transforma todos os açúcares e amidos em glicose, que é o combustível básico para as células do corpo funcionarem corretamente. É a insulina que transporta a glicose do sangue paras as células. Porém quando há um acúmulo de glicose no sangue (hiperglicemia), várias complicações podem ocorrer, tais como danos aos rins, danos neurológicos, lesões cardiovasculares, danos á retina, e cetoacidose (coma diabético). Por isso em pacientes diabéticos, existe uma preocupação maior em controlar os níveis de glicose no sangue, pois não podem contar com a insulina para fazer este trabalho.

Os sintomas mais frequentes da hiperglicemia são: Sede excessiva (polidipsia), micção frequente (poliúria), visão turva, cansaço, sonolência, boca seca, fome excessiva, emagrecimento, formigamento nos pés ou calcanhares, dor de cabeça, náusea, dor abdominal, presença de hálito cetônico, arritmia cardíaca e quando os níveis de glicose no sangue estão muito elevados, pode levar o indivíduo ao coma.

Por isto é fundamental o tratamento controlado para os diabéticos. O uso de medicamentos adequados para regular os níveis da glicose no sangue e até mesmo o uso de insulina injetável são recomendados pelo médico. Além disto, precisam de uma alimentação saudável e rigorosa, cortando principalmente alimentos ricos em açúcares e amidos. Também é aconselhável evitar tomar medicamentos sem a prescrição médica, uma vez que alguns medicamentos aumentam o rico de hiperglicemia como é o caso dos corticosteróides e das anfetaminas (estimulante). A prática de atividades físicas, como também a verificação constante dos níveis de glicemia através de um glicosímetro, também são formas de controlar a hiperglicemia.

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Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperglicemia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Insulina
http://www.diabete.com.br/biblio/hiper2.html
http://www.hu.usp.br/arquivos/sua_doenca/hipo%20e%20hiper.pdf
http://www.adj.org.br/site/internas.asp?area=9910&id=625
http://www.mudandoodiabetes.com.br/website/content/sd1_hiperglicemia.aspx

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