Sociedade das Abelhas

Por Fabiana Santos Gonçalves
As abelhas podem estabelecer sociedades que são grupos de organismos de uma mesma espécie que cooperam entre si, dividem os trabalhos e se comunicam. A diferença entre sociedade e colônia, é que em uma colônia os indivíduos não estão fisicamente unidos.

Uma sociedade de abelhas é chamada de colméia e é composta de cerca de 50 a 100 mil indivíduos.

Nas colméias das abelhas Apis millifera podemos encontrar uma clara divisão de tarefas. Há três sociais: A rainha, o zangão e as operárias.

A rainha é uma fêmea diplóide (2n) que recebeu alimentação diferenciada das outras larvas e por isso é fértil. Sua função é a reprodução, originando novos indivíduos para a colméia. As operárias são fêmeas diplóides, inférteis (outras larvas) e tem várias funções.

Durante a fase larval, as abelhas destinadas a serem operárias são alimentadas com mel e pólen. A larva destinada a ser rainha é alimentada com geléia real, que é a secreção glandular das operárias.

As operárias trabalham na produção dos favos e do mel, limpam e guardam a colônia e buscam néctar e pólen nas flores, etc.

A rainha se acasala com vários zangões quando atinge a idade reprodutiva. Só pode haver 1 rainha por colméia e quando duas se encontram, lutam até a morte. Quando as jovens rainhas estão prestes a nascer, a rainha as mata.

O feromônio produzido pela rainha mantém seu status na colônia, inibindo o desenvolvimento de ovários nas operárias.

Quando vai formar um novo enxame, a rainha migra com as operárias para um novo local e estabelece uma nova colméia. Na colméia antiga nasce uma nova rainha.

A rainha pode produzir 2 tipos de ovos. Os ovos fecundados são diplóides e dão origem as fêmeas e de acordo com o modo de alimentação citado podem originar rainhas ou operárias.

Os machos são provenientes de óvulo não fecundados, portanto são haplóides. Esse processo chama-se partenogênese. Os machos possuem cromossomos maternos.

Os zangões morrem logo após a cópula.