Liberalismo econômico

Recebe o nome de liberalismo econômico a ideologia de que estado não deve intervir nas relações econômicas que existem entre indivíduos, classes ou nações. O liberalismo defende o livre uso, da parte de cada indivíduo ou membro de uma sociedade, de sua propriedade, sendo partidário da livre-empresa, em oposição ao socialismo e ao dirigismo.

Após a revolução burguesa ocorrida na Inglaterra entre 1640 e 1660, surge uma nova realidade na qual a organização social é baseada na propriedade. Esta nova ordem inspira uma ideologia que a justifique, ressaltando suas diferenças em relação à ordem anterior, a servidão. O nome utilizado para se referir a este conjunto de ideias deriva dos pilares constitutivos da ordem capitalista, propriedade e liberdade. É exatamente esse último conceito que dá nome ao novo ideário. A partir daí, o liberalismo torna-se a ideologia da sociedade capitalista, ou burguesa.

A proposta da nascente teoria é que todos podem alcançar o mais alto nível de prosperidade de acordo com seu potencial, aplicando seus valores, atividades e conhecimentos, com o maior grau de liberdade possível, em uma sociedade que reduza ao mínimo os inevitáveis conflitos sociais. Outros dois aspectos vitais que dão forma à doutrina liberal são a tolerância e a confiança na força da razão.

A doutrina liberal defende ainda que os governos não costumam representar os interesses de toda a sociedade, e que se concentram em favorecer seus eleitores ou determinados grupos de pressão. Os liberais tradicionalmente desconfiam das intenções da classe política e não têm muitas ilusões a respeito da eficiência dos governos. O liberal tradicional sempre se coloca na posição de crítico permanente das funções dos servidores públicos, vendo com grande ceticismo a função do governo de redistribuidor da renda, eliminador de injustiças ou “motor da economia”.

Um dos mais conhecidos entusiastas da doutrina liberal foi Adam Smith, que enaltecia as liberdades individuais, mas não desqualificava o Estado como representante do bem comum, como ocorreria posteriormente. Para Smith, as ações individuais, influenciadas pelo interesse próprio seriam guiadas infalivelmente por uma 'mão invisível' no sentido da realização do bem comum.

O liberalismo clássico, como descrito aqui, prevaleceu nas ações governamentais dos países mais desenvolvidos durante todo o século XIX, estendendo-se até o início do século. Era a doutrina preferida de todos os importantes economistas até a grande quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929. A partir daí, o liberalismo ficou em segundo plano, ofuscado pela social-democracia, para renascer no ocaso desta no final do século como neo-liberalismo.

Bibliografia:
Liberalismo. Disponível em: < http://www.usp.br/fau/docentes/depprojeto/c_deak/CD/4verb/liberal/ >
MONTANER, Carlos Alberto. O que é o liberalismo? Disponível em: < http://www.imil.org.br/artigos/o-que-liberalismo/ >

Arquivado em: Economia