Berílio

Por Luiz Ricardo dos Santos
O metal alcalino terroso berílio é um elemento químico pertencente a família 2A da tabela periódica e símbolo Be, possui massa atômica de 9,01218 gmol-1, número atômico 4, sua configuração eletrônica 1s2, 2s2, coloração branco acinzentado, é duro, quebradiço e leve mas seu ponto  de fusão e ebulição são elevados P.E.=1278°C e P.E.=3000°C.

Descoberto por Vauquelin em 1798, após suas pesquisas com minério berilo e esmeralda, onde constatou a presença de um elemento, que só foi isolado em 1828 por Wöhler e Bussy, independentemente, por uma reação em meio alcalino e aquecido. O berílio recebe este nome em virtude do minério o qual foi isolado, porém Vauquelin ao observar o metal, nomeou-o de glucínio, porque seus compostos apresentaram sabor doce em função de conferir um caráter ácido à solução, porém berílio foi o nome mais adequado. Apesar de doces, os compostos deste elemento são extremamente tóxicos e venenosos, podendo causar doenças ao longo dos anos ou levar a óbito.

Quimicamente o berílio é medianamente reativo, não reage com água nas CNTP, necessitando ser aquecida, mesmo sendo divalente o berílio, assemelha-se muito ao alumínio e aos metais alcalino-terrosos em suas propriedades. É utilizado em ligas com o rádio como emissor de nêutrons, e como componente na fabricação do bronze, na fabricação de armas e foguetes e usado nos reatores nucleares por sua capacidade de adsorver e refletir os nêutrons no momento, da fissão nuclear do urânio.

Chadwik descobriu os nêutrons em 1932 através da liga de Ra-Be, o que levou Fermi a criar o primeiro reator nuclear de que se te notícia. O berílio está presente em águas-marinhas, esmeraldas e obviamente no berilo, são minérios de elevado preço comercial tido como jóias, a esmeralda é mais importante e mais conhecida, sua coloração verde é apresentada por possuir 2% de cromo em sua composição. A fórmula molecular da esmeralda e do berilo é a mesma, Be3Al2(SiO3)6 (Silicato de alumínio e berílio). O metal é tóxico em função de provocar o deslocamento do magnésio enzimático.

Bibliografia:
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc03/elemento.pdf

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