Lygia Fagundes Telles

Doutorado em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (PUC-Rio, 2013)
Mestrado em Linguística, Letras e Artes (PUC-Rio, 2008)
Graduação em Jornalismo (PUC-Rio, 2001)

Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, em 19 de abril de 1923, filha do advogado e promotor Durval de Azevedo Fagundes e da pianista Maria do Rosário Silva Jardim de Moura.

Seu interesse por literatura desabrocha na adolescência, quando, com apenas 15 anos, publica seu primeiro livro, Porão e Sobrado, incentivada por seus maiores amigos, os escritores Carlos Drummond de Andrade e Érico Veríssimo. Posteriormente, gradua-se em Direito e Educação Física na USP, sem, contudo, perder o foco na literatura.

De acordo com o crítico Antonio Cândido, a autora só viria a atingir a maturidade literária com Ciranda de Pedra (1954), posição corroborada pela mesma. No mesmo ano, nasce o filho Goffredo da Silva Telles Neto, fruto de seu primeiro casamento e futuro cineasta.

Quatro anos depois, é lançado o livro Histórias do Desencontro, que recebe o Prêmio do Instituto Nacional do Livro. Em 1963, sai o romance Verão no Aquário, vencedor do Prêmio Jabuti. O lançamento coincide com o divórcio e posterior casamento com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes. Em parceria, escrevem o roteiro do filme Capitu (1967), baseado na célebre obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, que foi agraciado com o Prêmio Candango.

A consagração definitiva viria na década de 1970 com a publicação de seus livros mais famosos: Antes do Baile Verde (1970), Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França; As Meninas (1973), Prêmios Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e Ficção da Associação Paulista de Críticos de Arte; e Seminário dos Ratos (1977), premiado pelo PEN Clube do Brasil.

A trajetória de premiações prossegue na década seguinte, com A Disciplina do Amor (1980), Prêmio Jabuti e Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte; e As Horas Nuas (1989), Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.

Na década de 1990, os romances cedem lugar aos contos, como em A Noite Escura e Mais Eu (1995), que recebeu o Prêmio Arthur Azevedo da Biblioteca Nacional, o Prêmio Jabuti e o Prêmio APLUB de Literatura. Já o livro Invenção e Memória (2000), foi agraciado com os prêmios Jabuti, APCA e o Golfinho de Ouro.

A consagração ocorre em 2005, com o Prêmio Camões pelo conjunto da obra.

Em paralelo à carreira literária, Lygia Fagundes Telles trabalhou como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até a aposentadoria. Ademais, foi presidente da Cinemateca Brasileira, fundada pelo marido Paulo Emílio, e membro das academias Paulista e Brasileira de Letras.

Seus livros foram publicados em diversos países, como: Portugal, Espanha, Itália, França, EUA, Alemanha, Holanda, Suécia e República Checa, entre outros.

Em sua vida e obra, Lygia sempre optou por uma engajada, integrando, em 1976, durante a ditadura militar, uma comissão de escritores que viajou à Brasília para entregar ao Ministro da Justiça o “Manifesto dos Mil”, uma declaração coletiva contra a censura assinada pelos mais renomados intelectuais do país.

Seu último livro publicado foi a coletânea de contos Um Coração Ardente (2012). Em fevereiro de 2016, é indicada ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores, coroando uma carreira extremamente bem-sucedida no campo das Letras.

Referências bibliográficas:

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Lygia Fagundes Telles: Biografia. http://www.academia.org.br/academicos/lygia-fagundes-telles/biografia

CÂNDIDO, A. Iniciação à Literatura Brasileira. São Paulo: Humanitas, 1999.

EBIOGRAFIA. Biografia de Lygia Fagundes Telles. https://www.ebiografia.com/lygia_fagundes_telles/.

WIKIPEDIA. Lygia Fagundes Telles. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Fagundes_Telles.

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