Suíça

Por Emerson Santiago
A Confederação Suíça (Schweizerische Eidgenossenschaf, em alemão; Confédération suisse, em francês; Confederazione Svizzera, em italiano; Confederaziun svizra em romanche) é um país do centro da Europa, sem saída para o mar, e que tem limites com a Áustria a nordeste, Itália ao sul, Alemanha a norte, França a noroeste e oeste. Com capital na cidade de Berna, sua área total é de 41,285 km², um pouco menor que o estado do Espírito Santo. A população atual é de cerca de 7.7 milhões de habitantes, e a religião predominante é o cristianismo, com uma leve maioria de católicos seguida de protestantes. As quatro línguas oficiais do estado são o alemão, o francês, o italiano e o romanche (língua com base no latim e falada por uma pequena minoria no Cantão de Grisões), e a moeda corrente é o franco suíço.

Localizada no cruzamento de vários grandes culturas europeias, a Suíça foi desde sempre influenciada pelos vizinhos, a começar pelas línguas oficiais do país. Muitos suíços falam mais de um idioma, e o inglês é amplamente utilizado, especialmente no nível universitário.

Mais de 75% da população vive na planície central, que se estende dos Alpes às Montanhas Jura, e de Genebra, no sudoeste, ao Rio Reno e Lago Constança, no nordeste.

Originalmente habitada pelos celtas helvécios, o território que compreende a moderna Suíça ficou sob o domínio romano do primeiro século a.C. até o século IV. Sob a influência romana, a população chegou a um alto nível de civilização e desfrutou de um comércio florescente. Cidades importantes, como Genebra, Basileia e Zurique estavam ligadas por estradas que serviram como artérias comerciais entre Roma e as tribos do norte.

Com o declínio do Império Romano, a Suíça foi invadida por tribos germânicas do norte e oeste. Em 800, o país tornou-se parte do império de Carlos Magno, e mais tarde dos imperadores do Sacro Império Romano. Temeroso dos distúrbios populares após a morte do Imperador do Sacro Império, as famílias nobres de Uri, Schwyz e Unterwalden assinaram uma carta, a 01 de agosto de 1291, para manter a paz pública e dar apoio mútuo às autoridades administrativa e judiciária. O aniversário da assinatura da Carta é celebrado como dia nacional na Suíça.

Os confederados suíços ganham a independência formal do Sacro Império Romano em 1499. Logo cedo o estado suíço renuncia ao expansionismo e à guerra, que ultrapassa suas fronteiras apenas quando Napoleão invade o país no início do século XIX.

O Congresso de Viena de 1815 reestabelece a confederação e sua neutralidade. A Suíça industrializou-se rapidamente, chegando a ser a segunda nação depois da Grã-Bretanha. Durante a Primeira e Segunda Guerras, os suíços ficam de fora das hostilidades.

A Guerra Fria reforçou o papel da Suíça neutra e ofereceu ao país uma saída para o seu isolamento diplomático, mas, este não aderiu às Nações Unidas por muitas décadas, embora Genebra fosse a sede européia da ONU e o país desempenhasse um papel ativo em muitas das agências especializadas da ONU. A Suíça também permaneceu afastada dos esforços de integração europeia e também fora da União Europeia. Ainda assim, em 1960, ela ajudou a formar a Associação Europeia de Comércio Livre. Após a Guerra Fria, o país juntou as instituições de Bretton Woods, em 1992, e, finalmente, tornou-se membro das Nações Unidas em 2002.

Bibliografia:
Switzerland profile (em inglês). Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-17982244>. Acesso em: 29 ago. 2012.
Background Note: Switzerland (em inglês). Disponível em: <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/3431.htm>. Acesso em: 29 ago. 2012.