Ácido Retinóico

Por Marina Martinez
A tretinoína faz parte da família de compostos retinóides e é um metabólito proveniente da oxidação da vitamina A. Também conhecida como ácido retinóico é comumente usada no tratamento para remoção da acne vulgar e foi o primeiro retinóide desenvolvido para este tipo de uso tópico. Além da ação eficaz contra a acne (ação comedolítica), a tretinoína é muito utilizada no tratamento do fotoenvelhecimento, sendo capaz de retardar o envelhecimento da pele e atenuar as rugas finas. É também usada para tratar e reduzir o aparecimento de estrias através do aumento da produção de colágeno, substância que é responsável pela firmeza da pele.

Fórmula estrutural plana do Ácido retinóico

Devido ao aumento da velocidade de proliferação celular (renovação celular) da camada basal provocado pela tretinoína, a pele fica irritada, ocorre descamação, coceira e ardor o que faz algumas pessoas pararem de utilizá-la. Porém esta reação é normal e desaparece após algum tempo de uso. A aplicação tópica de tretinoína pode aumentar ainda a sensibilidade à luz, por isso é muito importante durante o tratamento o uso de protetores solares, a fim de proteger a pele tratada de superexposição à luz ultravioleta.

O uso recomendado de tretinoína é uma vez por dia, preferencialmente à noite, diretamente sobre a pele limpa, onde aparecem as lesões da acne, rugas, estrias, utilizando o suficiente para cobrir toda a área afetada. Os resultados do tratamento são mais aparentes após 6 meses de uso. Uma vez que as lesões de acne têm respondido de forma satisfatória, pode ser possível manter a melhora com aplicações menos frequentes. A pele de algumas pessoas mais sensíveis pode tornar-se excessivamente avermelhada, inchada, com bolhas ou crostas. Se a irritação e o ardor forem graves ou persistentes, recomenda-se descontinuar o uso de tretinoína e consultar um médico.

Existem várias evidências sobre a teratogenicidade da tretinoína em humanos, que indicam que o seu uso durante o período de gravidez pode causar defeitos congênitos no feto. Portanto, recomenda-se não utilizar tretinoína em gestantes e evitar o seu uso no período de amamentação, pois a tretinoína pode passar para o leite materno. Os médicos devem pesar os riscos e benefícios antes de prescrever a tretinoína durante a gravidez.

A tretinoína também tem sido eficaz para tratar a leucemia promielocítica aguda. Estudos com a tretinoína demonstraram ação sobre as células sanguíneas, incluindo a linhagem de células leucêmicas mielóides humanas. Porém, assim como qualquer fármaco, a tretinoína deve ser prescrita pelo médico especialista.

Referências Bibliográficas:
http://www.deg.com.br/pdf/literatura_pdf.php?cod=532
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ácido_retinoico
http://www.sbme.org.br/portal/download/revista/14/08_vitamina_A.pdf

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