Bomba de Hidrogênio

Por Caroline Faria
Também chamada de “bomba H” ou “bomba de fusão”, a bomba de hidrogênio é o mais potente explosivo inventado pelo homem. A sua força pode chegar a 50 vezes a de uma bomba atômica como as que foram lançadas sobre o Japão e a reação é a mesma que ocorre espontaneamente no interior de estrelas como o sol.

Ao contrário do que ocorre na fissão nuclear, quando átomos pesados de urânio se “quebram” liberando grandes quantidades de energia, na fusão nuclear os átomos de hidrogênio (deutério e trítio) se unem para liberar energia.

A diferença é que enquanto a fissão nuclear libera cerca de 10% da energia contida no núcleo dos átomos, a fusão pode liberar cerca de 40% dessa energia.

Mas para que isso ocorra são necessárias temperaturas muito altas a fim de iniciar o processo de fusão. Por isso, a reação de fissão nuclear é usada como um “gatilho” gerando grandes quantidades de energia que irão desencadear a reação de fusão.

A fusão termonuclear que ocorre na bomba de hidrogênio pode ser representada da seguinte maneira: 2,1H + 3,1H = 4,2He + 1,0n.

A idéia da construção de uma bomba por fusão termonuclear veio do físico Edward Teller (também chamado de Dr. Morte), que na época deixava de trabalhar no famoso Projeto Manhattan (responsável pelas bombas de Hiroshima e Nagazaki) para investir em um artefato que ele sabia ter um potencial destruidor várias vezes maior que o das bombas lançadas sobre o Japão.

Em 1º de novembro de 1952 foi feita a primeira (e única) detonação de uma bomba H da história no atol de Eniwetok (Ilhas Marshall). Nesse experimento a bomba H teve um poder de explosão de 10 milhões de toneladas de TNT, algo como 700 vezes o poder da bomba de Hiroshima.

Nas décadas seguintes a possibilidade de conseguir a fusão a temperaturas muito baixas (o que simplificaria e muito o processo da fusão nuclear), a chamada fusão a frio, causou um estardalhaço entre os cientistas do mundo todo. No entanto, as experiências realizadas pelos químicos Martin Fleischmann e Stanley Pons, da Universidade de Utah, e reproduzidas por diversos cientistas em todo o mundo ainda não tiveram resultados satisfatórios.