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Crônica

“Se reis, príncipes, barões cometeram as maiores iniqüidades, por que um juiz de futebol há de ser irrepreensível? Se Maria Antonieta fez uma piada sobre a fome; e se pagou essa piada com a cabeça – o árbitro de anteontem pode marcar um pênalti errado. Amigos, a disciplina é uma convenção. E qualquer convenção nasce e existe para ser violada”.

Este primeiro parágrafo descrito acima é do escritor Nelson Rodrigues. É um trecho final do texto “Nós, os mortais”, baseado num jogo de futebol que tinha ocorrido num dia anterior, cujo texto é classificado como crônica.

A crônica é um estilo literário que conceitualmente é difícil de ser definido, o seu conteúdo se baseia nos acontecimentos cotidianos, os mesmos que estampam as matérias de jornais, porém nas mãos dos cronistas são expressos com poeticidade e relato de opinião. A crônica está entre o estilo jornalístico e literário.

O cronista observa os fatos, mas em seu texto não descreve o mesmo objetivamente somente no intuito de informar, além da informação inicial, há uma elaboração focada em emocionar o leitor. Na literatura brasileira, destacamos Nelson Rodrigues, Fernando Sabino, Paulo Mendes, Rubem Braga e Carlos Drummond de Andrade como os cronistas mais conhecidos.

A crônica nasceu e ainda é mantida em jornais, tem como característica a presença do autor/narrador , personagens do cotidiano, comparações, enredo, tempo e espaço. È captar uma situação próxima ou distante com a relevância em escrever emocionando, emocionar refletindo sobre determinado fato e tema.

Há uma descrição não detalhada, o principal não é somente informar. Na crônica, o escritor expõe sua opinião, visão e expressa o seu caráter emotivo.

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