Horror

A emoção que move essencialmente o gênero do terror ou horror é o medo. Ele eletriza leitores e espectadores. A partir da década de 60 toda criação fictícia com uma temática doentia ou repugnante passou a ser vista por seus aficionados como uma categoria independente.

E dessa forma é cultuada por admiradores singulares, os quais veneram suas subdivisões ou produções cinematográficas e criações literárias bem específicas vinculadas a elas. O horror está estreitamente ligado a outros gêneros literários, o fantástico e a ficção científica.

Embora os livros de horror e terror sejam quase sempre classificados na mesma categoria, tanto nos estabelecimentos onde se comercializam livros quanto na mentalidade dos fãs e da crítica literária, as duas literaturas são bem distintas em seus objetivos.

A vertente do terror, representada especialmente pelo escritor Edgar Allan Poe, foca particularmente na produção de um clima de suspense não procedente de causas transcendentais. A atmosfera é de natureza psicológica, como na obra O barril de Amontillado, deste mesmo escritor.

Neste caso trata-se somente da descrição do desagravo de Montresor, que encerrou seu desafeto, Fortunato, em uma parede. Na obra Cujo, do célebre Stephen King, conhecido em nosso país como Cão Raivoso, é a narrativa de um clã familiar apavorado por um cachorro da raça São-Bernardo intitulado Cujo depois que o mesmo foi abocanhado por um morcego raivoso.

Já na literatura de horror há a presença de tópicos sobrenaturais, normalmente ligados a elementos próprios da ficção científica. É o que ocorre com clássicos como Frankenstein. Mas este gênero pode igualmente incorporar temas folclóricos e outros típicos da cultura popular, sendo o maior exemplo a obra Drácula.

O horror tem certo parentesco também com elementos religiosos, como no livro de Lovecraft, Aprisionado com os faraós. E geralmente nota-se a exploração de dons virtuais na mente humana, como em O Estranho Caso do Sr. Waldemar, de Edgar Alan Poe, no qual é insistente o objetivo do protagonista, fugir da morte.

Criaturas muito presentes no gênero horror, integrantes de uma galeria ancestral presente na cultura oral, lobisomens, vampiros, bruxas e espíritos povoam o imaginário popular. Os ingredientes desta literatura podem ser encontrados também nas histórias dos Irmãos Grimm, equivocadamente consideradas contos infantis.

Estes elementos chegaram a atemorizar alguns educadores modernos, mas alguns autores, entre eles o psicólogo Bruno Bettelheim, afirmam a importância de não abrandar a face mais apavorante destas narrativas, algo muito comum nos desenhos da Disney. Hoje os escritores mais cultuados no gênero horror são Stephen King e o britânico Clive Barker.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terror_(g%C3%AAnero)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_horror

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