Cidade-estado

Por Emerson Santiago
O termo Cidade-estado aplica-se a toda cidade que se autogoverna, sem o auxílio ou intervenção de um ente baseado em outro centro político e administrativo. A estrutura de governo da cidade-estado foi muito utilizada na antiguidade, onde a população humana sedentária ainda era reduzida, e a noção de governo e composição para a formação de um estado ainda eram noções bastante abstratas. Assim, a maioria das cidades possuía seu próprio monarca, sua própria religião e uma classe própria de governantes. O termo ficou definitivamente eternizado pelo uso que se fez dele para descrever a organização da Grécia Antiga, que, a despeito de possuir muitas vezes uma língua, religião e culturas comuns, preferiam, às vezes até pela configuração montanhosa e acidentada do território grego, de permanecerem como entes independentes entre si, com uma leve noção de pertencer a uma cultura de dimensões maiores.

Assim, quando nos referimos à Grécia Antiga, estamos fazendo referência a uma coletividade abstrata, que não existia de fato, mas apenas em sentimento. No mundo moderno o significado da palavra ‘política’ vem de ‘polis’, a palavra grega para cidade-estado. É na Era Arcaica que iremos encontrar o auge deste tipo de organização (800 a.C. – 300 a.C.), sendo as cidades-estado exemplos iniciais do conceito de cidadania. Em seu interior, a organização se dava com diferentes direitos e privilégios para os homens cidadãos, mulheres cidadãs, suas crianças, moradores estrangeiros e escravos. Todos os homens cidadãos, sem importar se forem pobres, tinham direitos políticos.

Já na Era Arcaica todo o território grego estava ocupado por cidades com este tipo de organização, sendo centenas existentes, e quando os gregos iniciaram sua expansão para fora dos limites do que conhecemos atualmente como território grego, as cidades-estado começaram a surgir nos mais diversos pontos, desde a Espanha até Ucrânia e Turquia, muitas vezes sendo os primeiros pontos de ocupação humana desses vários países.

Apesar de tamanha proliferação, as três maiores cidades-estado foram, durante a maior parte de suas existências, Esparta, Atenas e Corinto. A mais avançada e importante era Atenas, o lugar do nascimento da cultura e da democracia, local que se famoso no mundo antigo pela sua beleza geográfica. Esparta localizava-se no Peloponeso, no sul da Grécia, e era considerada a arqui-rival de Atenas, por defender princípios de governança que destoavam bastante dos valores prezados pela outra cidade grega. Corinto, por sua vez era a cidade das manufaturas e do comércio marítimo. Era conhecida no mundo antigo como centro de luxo e ponto de entretenimento dos ricos.

Hoje em dia, poucas são as cidades-estado, podendo-se citar, em tal categoria o Estado do Vaticano e Cingapura.

Bibliografia:
As cidades-estado. Disponível em <http://www.discoverybrasil.com/guia_grecia/grecia_politica/index.shtml>. Acesso em:24 set. 2011.

História da Grécia Antiga. Disponível em <http://www.suapesquisa.com/grecia/>. Acesso em: 24 set. 2011.