Desenvolvimento Econômico

Por Fernando Rebouças
O Desenvolvimento econômico ocorre quando a renda real de um país , proveniente de atividades produtivas, aumenta no decorrer de um determinado período de tempo. Quando falamos em renda nacional, referimo-nos ao produto total de um país, relativo a bens e serviços finais.

A renda nacional deve ser corrigida pelo índice de preços de bens e consumo e bens de capital. Quando o desenvolvimento atinge um índice superior ao do demográfico, a renda per capita tende a aumentar.

Desenvolvimento econômico não é somente o crescimento da produção, mas também abrange o significado de aspectos qualitativos presentes no próprio processo. Um desenvolvimento econômico de qualidade é aquele que visa uma distribuição igualitária e justa de seus frutos, que propicia a redução da pobreza, que eleva o poder de compra do salário do trabalhador, melhores condições de trabalho e moradia, além da ampliação dos benefícios sociais.

O desenvolvimento econômico é medido por índices internos, pertencentes às instituições nacionais e, externos, estes referentes aos parceiros e instituições estrangeiras. O desenvolvimento dessa natureza é considerado um processo que requer estudos, planejamento e ações constantes; atua em determinadas potencialidades do país e pode representar modificações e novas direções em virtude de algumas variáveis (políticas, ambientais, mercadológica, etc.).

O seu resultado geral é o crescimento do produto nacional de uma economia, uma variação particular a longo prazo. O seu processo requer ajustes institucionais, fiscais e jurídicos. Um desenvolvimento perene requer contínuo respeito às instituições públicas e privadas, incentivos às inovações, investimentos estratégicos e um proveitoso sistema de produção e distribuição de bens e serviços à população e aos mercados.

A concepção do desenvolvimento econômico está interligado a processos dinâmicos, acumulação de capital, geração de de renda, geração de financiamento e oportunidades de mercado. Está mais presente nas economia capitalistas. É um processo quantitativo e qualitativo.

Há países que muito produzem, mas pouco se desenvolvem, isso pode ser decorrente da baixa especialização de sua mão de obra e falta de valor agregado aos seus produtos e serviços ofertados no mercado interno e externo. A noção de valor agregado e demais atribuições à movimentação mercadológica de uma país se aprofundaram a partir do século XVIII, com o surgimento dos novos meios de produção a partir da Revolução Industrial. Antes da Revolução Mundial, ainda permanecia na mente humana que país desenvolvido era aquele que possuía mais metais preciosos, terras férteis e áreas colonizadas.

Até a agricultura passou a ser gerida e exigida de uma nova maneira, a atender não somente às demandas domésticas, mas também as demandas de produção industrial, outras revoluções ocorreram nos transportes e na área de prestação de serviços. Segundo o economista Celso Furtado, o desenvolvimento econômico é :

“...um processo de mudança social pelo qual um número crescente de necessidades humanas – preexistentes ou criadas pela própria mudança – são satisfeitas através de uma diferenciação no sistema produtivo decorrente da introdução de inovações tecnológicas.”

(FURTADO, 1964).

Fontes:
http://www.esmpu.gov.br/dicionario/tiki-index.php?page=Desenvolvimento+econ%C3%B4mico
FURTADO, C. Dialética do Desenvolvimento. Rio de Janeiro, Ed. Fundo de Cultura, 1964. 2ª ed.