Geografia do Desenvolvimento

Graduado em Geografia (Centro Universitário Fundação Santo André, 2014)

A Geografia do Desenvolvimento estuda as relações sociais que resultam em um padrão de qualidade de vida das populações, ou seja, nela se estuda como as dinâmicas sociais influenciam no nível de desenvolvimento socioeconômico dos povos.

A principal relação do processo de desenvolvimento está na questão econômica que divide as nações em desenvolvidas e subdesenvolvidas, essa segunda sendo referente aos países com menor desenvolvimento econômico, e por consequência sua maioria possui uma baixa qualidade de vida.

Uma das práticas de estudo dentro da geografia do desenvolvimento são os padrões espaciais, isto é, se buscam características em comum em relação aos aspectos econômicos, sociais e políticos para medir o desenvolvimento de determinada região. São levadas em consideração as causas e consequências geográficas. Em geral, há comparações entre esses aspectos nos países mais desenvolvidos sobre os menos desenvolvidos.

A classificação entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos começou a ser utilizada após o fim da Guerra Fria (década de 1990), quando o sistema econômico capitalista é adotado por quase todos os países do globo. O capitalismo é um sistema político e econômico que se baseia no capital, ou seja, tem como base os bens econômicos, acreditando que a acumulação de capital é o que gerará mais capital, por consequência as riquezas.

Nesse contexto os países que possuíam maior capital, mais infraestrutura, e consequentemente uma qualidade de vida maior, foram considerados desenvolvidos. São a maioria dos países europeus, os Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, entre outros. Por outro lado os países latino americanos, africanos e uma grande maioria de países asiáticos foram considerados subdesenvolvidos.

Os índices ligados a qualidade de vida dos países é um dos fatores que auxiliam nessa determinação do grau de desenvolvimento, eles são observados a partir de índices demográficos, isto é, índices que analisam numericamente a população a partir de taxas como a quantidade de pessoas acima de 15 anos alfabetizadas, crescimento vegetativo (taxa que faz a relação entre o número de nascimentos e de óbitos), produto interno bruto (PIB), entre outras taxas que irão auxiliar na execução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O IDH é uma taxa que analisa a qualidade de vida geral em um país, sendo representado entre os números 0 e 1. Quanto mais baixo for o valor do IDH menor será a qualidade de vida naquele país, e por conseguinte o maior representará uma qualidade de vida melhor.

A qualidade de vida dos países depende de diversos fatores históricos, como o processo de colonização de exploração que ocorreu em diversas regiões desde o século XV, o neocolonialismo ocorrido a partir do século XVIII, a industrialização tardia em diversos países, guerras e conflitos civis, entre tantos outros problemas que causam essa desigualdade global.

Devido alguns desses problemas históricos que os países menos desenvolvidos possuem, existem consequências diretas sobre sua economia, sua qualidade de vida e a partir disso problemas sociais surgem. Dentre os problemas sociais que podem ocorrer devido esse processo histórico estão os altos índices de natalidade, alta taxa de mortalidade que pode estar associada a vários fatores como a falta de saneamento básico, assistência médica, entre outros. O elevado índice de natalidade e de mortalidade resultarão em um alto crescimento vegetativo, o que é uma das características de países subdesenvolvidos.

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