Rio Amazonas
Até pouco tempo atrás acreditava-se que o Rio Nilo era o mais extenso, porém, isso se devia a um erro de localização. Uma equipe constituída por pesquisadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ANA (Agência Nacional de Águas) e representantes do IGN (Instituto Geográfico Nacional) do Peru foram até a “Cordilheira de Chila” onde se encontra a “Quebrada Apacheta”, um córrego que é a principal vertente do Rio Amazonas.
Antes de chegar até sua foz, o rio Amazonas recebe vários nomes sendo que no Brasil é chamado de Solimões até chegar próximo a Manaus quando, por fim recebe o nome de Amazonas.
A bacia amazônica é a maior do mundo com 5.846.100 km², quase o dobro da do Nilo, e ainda é o maior em volume de água: são 216.342m³ por segundo (o valor foi medido em Óbidos, cidade a 1000 km da foz, pela U. S. Geologycal Survey em 1963).
Devido a seus inúmeros afluentes a vazão do rio varia muito pouco o ano todo (cerca de 10,55mm), com algumas enchentes decorrentes de períodos de cheia. Por 3.700 km o rio é perfeitamente navegável por navios de alto-mar sendo que as menores profundidades, inferiores a 20 m, só ocorrem perto da fronteira peruana.
Alguns afluentes importantes do Amazonas são: o Ucayalli e Huallaga (ambos no Peru), o Javari, Madeira, Purus, Juruá, Xingu e Tapajós, na margem direita; na margem esquerda são o Pastaza e Napo (no Peru), Negro, Japurá, Trombetas, Içá, Jari e Paru. Os rios da margem direita (vindos do sul) são os mais importantes em questão de volume, pois são mais caudalosos, sendo que os afluentes peruanos são os menos volumosos uma vez que se originam do derretimento de geleiras na cordilheira peruana.
| Autores: Caroline Faria Categorias: Hidrografia | |
![]() | Data: 05/04/2008 |



