Colênquima

Por Thais Nogueira
O colênquima é derivado de um tecido parenquimatoso. Quando cortadas transversalmente podem ter aspectos variados. Como na maioria das células dos tecidos vegetais, as células do colênquima são vivas apenas na maturidade. Por serem vivas na maturidade podem continuar desenvolvendo paredes espessas, enquanto o órgão está se alongando, o que torna essas células adaptadas para a sustentação de órgãos jovens em crescimento.

É comum este tecido ocorrer em feixes isolados contínuos ou então como “cilindros” abaixo da epiderme, nos caules e pecíolos (estrutura da folha que une o limbo ao caule), podendo também ser encontrados na margem das nervuras das folhas eudicotiledôneas. Suas células podem ter também a forma alongada, que auxilia na sua função que é de sustentação esquelética dos vegetais.  Apresentam protoplastos vivos e podem possuir cloroplasto.

A característica mais marcante deste tecido são as paredes primárias irregularmente espessadas (celulose). Estas paredes são flexíveis, “macias” e no tecido fresco apresentam um aspecto brilhante, têm também como característica as paredes primárias não lignificadas (diferente do esclerênquima). Devido sua flexibilidade e a capacidade de alongar-se o colênquima se adapta a sustentação das folhas e caules que estão em fase de crescimento.

Podemos ter cinco tipos de colênquima que são:

  • Colênquima anelar: Por toda a borda da célula um espessamento uniforme.
  • Colênquima angular: Espessamento por todos os ângulos da célula.
  • Colênquima lamelar: Nas bordas das células há maiores espessamentos tangenciais.
  • Colênquima lacunar: espessamento nas paredes próximas ao espaço intercelular.
  • Colênquima radial: células alongadas e paralelas, alocadas radialmente.

Colênquima angular

Alguns fatores como, regiões jovens, ventos fortes e como a herbivoria e infestação de organismos que prejudicam as folhas estimulam o espessamento das paredes.  Regiões jovens, são fotossintetizantes, por isso necessitam de um tecido que possa haver a passagem de luz, e no caso o colênquima seria este tecido.  As paredes do colênquima são altamente hidrofílicas (interagindo fortemente com a água).

As fibras colenquimáticas geralmente aparecem em corte transversal muito próximo a epiderme.

O colênquima também pode ter a capacidade de assumir a atividade meristemática, ou seja, por regiões jovens serem mais atrativas, facilitam o ataque de herbívoros, fazendo com que haja necessidade de regeneração celular, e o colênquima tem a capacidade de assumir este papel da atividade meristemática.

À medida que as células deste tecido vão envelhecendo seu espessamento podem ser alterados, e dependendo se as células forem bastante velhas podem até se transformarem em esclerênquima, pela destituição de paredes secundárias lignificadas.

Bibliografia:
Raven, P.H., Evert, R.F. & Eichhorn, S.E. (2001). Biologia Vegetal, 6ª ed. Guanabara Koogan S. A., Rio de Janeiro.
http://professores.unisanta.br/maramagenta/Imagens/ANATOMIA/col%C3%AAnquima.htm
http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/exercicios-html/colenquima.htm