Proclamação da República

Por Thais Pacievitch
Dentre os motivos que levaram à Proclamação da República e, portanto, ao fim do Império, podemos citar: a crise econômica causada pelas despesas do governo com a Guerra da Tríplice Aliança (ou Guerra do Paraguai), fato que obrigou o Governo Brasileiro a realizar grandes empréstimos (algo próximo a três milhões de libras esterlinas); a proibição, imposta pela monarquia, ao manifesto dos militares na imprensa; o descontentamento das elites agrárias (principalmente os cafeicultores), que se sentiram prejudicadas pela lei Áurea (libertação dos escravos); e o crescimento nas cidades da classe média (constituída por jornalistas, comerciantes, artistas, funcionários públicos, etc.), que desejava e apoiava a república porque almejava maior liberdade, bem como participação na política nacional.

O movimento que ajudou a derrubar a monarquia contou com a ajuda de alguns personagens republicanos, dentre os quais podemos destacar: Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério (chefe do Partido Republicano Paulista, fundado em 1873, que defendia as idéias republicanas e os ideais federativos), Rui Barbosa (jornalista e deputado) e o professor, estadista e militar Benjamin Constant.

Em novembro de 1889, um levante militar dirigido pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca obrigou D. Pedro II a abdicar. Foi assim que, no dia 15 de novembro daquele ano, foi proclamada a república do Brasil, no Rio de Janeiro, no Quartel General do Exército. Em seguida, uma série de reformas de inspiração republicana foi decretada, entre elas, a separação do Estado e da Igreja. A redação de uma nova constituição foi finalizada em junho de 1890. Inspirada na Constituição dos Estados Unidos foi adotada em fevereiro de 1891 (Primeira Constituição Republicana), fazendo do Brasil uma República Federal, sob o título de Estados Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do Brasil.

Desde 1891, a política e os métodos arbitrários do Marechal Deodoro causaram uma grande oposição do congresso. No início de novembro de 1891, Fonseca dissolveu a Assembléia e impôs um poder ditatorial. Mas foi obrigado a renunciar devido a um levante da Marinha, assim, cedeu o poder a seu vice-presidente Marechal Floriano Peixoto. Este estabeleceu um governo tão ditatorial quanto seu predecessor, Floriano fez crescer a repressão aqueles que davam apóio à monarquia.