Questão Christie
O principal incidente diplomático ocorrido durante o Segundo Reinado foi com a Inglaterra, este incidente ficou conhecido como Questão Christie. A denominação do episódio deriva do embaixador inglês do Brasil, William Christie, que conseguiu transformar dois pequenos incidentes numa grave questão diplomática.
O primeiro incidente foi provocado pelo desaparecimento da carga do navio inglês Prince of walles, naufragado em 1861 nas costas do Rio Grande do Sul. Embora as autoridades brasileiras já tivessem tomado providências para apurar a responsabilidade do furto, mesmo assim o embaixador britânico reclamou 6.500 libras de indenização, ao mesmo tempo em que exigia a presença de um oficial inglês nas investigações feitas pelo governo brasileiro.
O segundo incidente ocorreu no ano seguinte, no Rio de Janeiro. Três oficiais da marinha inglesa, à paisana e completamente bêbados, promoveram um tumulto no bairro da Tijuca e acabaram sendo detidos e levados ao distrito policial.
William Christie transformou essa simples ocorrência policial em um sério conflito. Considerando que a marinha britânica havia sido gravemente ofendida, exigiu punição do governo brasileiro para os policiais que julgava responsáveis pelo incidente. Não sendo atendido, surpreendeu o Império com ameaças de usar medidas extremas, caso não fossem pagas as 6.500 libras de indenização pela carga do Prince of Walles e punidos os funcionários brasileiros envolvidos no incidente da Tijuca.
Como D. Pedro II se recusou a atender as exigências, Christie apelou para a violência e ordenou ao vice-almirante Warren que bloqueasse o porto do Rio de Janeiro e aprisionasse cinco navios mercantes brasileiros. Essa descabida atitude causou grande indignação popular na capital do Império, havendo inclusive ameaças aos comerciantes ingleses estabelecidos na cidade. Christie então propôs que a questão fosse resolvida por arbitramento.
O árbitro escolhido foi o rei da Bélgica, Leopoldo I, o qual era tio e conselheiro da rainha Vitória da Inglaterra. Mas, para surpresa geral, a decisão do árbitro foi favorável ao Brasil, determinando que a Inglaterra pedisse desculpas oficialmente e devolvesse imediatamente os navios aprisionados. Ocorreu que a Inglaterra não fez nada que foi determinado, então o Império rompeu as relações diplomáticas com a Grã-Bretanha.
As autoridades britânicas eram prepotentes, mas, acima de tudo eram praticas, deixar de manter relações diplomáticas com o Brasil, punha em risco o comércio, com o qual a burguesia inglesa ganhava rios de dinheiro.
No ano seguinte o embaixador inglês, solicitou uma audiência com o imperador, em nome do governo britânico, e apresentou um pedido de desculpas sendo reatadas as relações diplomáticas.
O primeiro incidente foi provocado pelo desaparecimento da carga do navio inglês Prince of walles, naufragado em 1861 nas costas do Rio Grande do Sul. Embora as autoridades brasileiras já tivessem tomado providências para apurar a responsabilidade do furto, mesmo assim o embaixador britânico reclamou 6.500 libras de indenização, ao mesmo tempo em que exigia a presença de um oficial inglês nas investigações feitas pelo governo brasileiro.
O segundo incidente ocorreu no ano seguinte, no Rio de Janeiro. Três oficiais da marinha inglesa, à paisana e completamente bêbados, promoveram um tumulto no bairro da Tijuca e acabaram sendo detidos e levados ao distrito policial.
William Christie transformou essa simples ocorrência policial em um sério conflito. Considerando que a marinha britânica havia sido gravemente ofendida, exigiu punição do governo brasileiro para os policiais que julgava responsáveis pelo incidente. Não sendo atendido, surpreendeu o Império com ameaças de usar medidas extremas, caso não fossem pagas as 6.500 libras de indenização pela carga do Prince of Walles e punidos os funcionários brasileiros envolvidos no incidente da Tijuca.
Como D. Pedro II se recusou a atender as exigências, Christie apelou para a violência e ordenou ao vice-almirante Warren que bloqueasse o porto do Rio de Janeiro e aprisionasse cinco navios mercantes brasileiros. Essa descabida atitude causou grande indignação popular na capital do Império, havendo inclusive ameaças aos comerciantes ingleses estabelecidos na cidade. Christie então propôs que a questão fosse resolvida por arbitramento.
O árbitro escolhido foi o rei da Bélgica, Leopoldo I, o qual era tio e conselheiro da rainha Vitória da Inglaterra. Mas, para surpresa geral, a decisão do árbitro foi favorável ao Brasil, determinando que a Inglaterra pedisse desculpas oficialmente e devolvesse imediatamente os navios aprisionados. Ocorreu que a Inglaterra não fez nada que foi determinado, então o Império rompeu as relações diplomáticas com a Grã-Bretanha.
As autoridades britânicas eram prepotentes, mas, acima de tudo eram praticas, deixar de manter relações diplomáticas com o Brasil, punha em risco o comércio, com o qual a burguesia inglesa ganhava rios de dinheiro.
No ano seguinte o embaixador inglês, solicitou uma audiência com o imperador, em nome do governo britânico, e apresentou um pedido de desculpas sendo reatadas as relações diplomáticas.
| Autores: Fernando Sirugi Categorias: História do Brasil | |
![]() | Data: 23/07/2008 |



