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Absolutismo na Inglaterra

O Absolutismo na Inglaterra teve início após a guerra das Duas Rosas. Essa guerra foi uma luta entre duas famílias nobres – os Lancaster e os York -, apoiadas por grupos rivais da nobreza. A guerra terminou com a ascensão de Henrique Tudor, apoiado pela burguesia.
O novo monarca subiu ao trono com o nome de Henrique VII e fundou a dinastia Tudor.
Seu reinado foi de 1485 a 1509.

Henrique VIII, segundo rei da dinastia, governou até 1547 e conseguiu impor sua
autoridade aos nobres, com o auxílio da burguesia. Fundador do anglicanismo, seu
rompimento com a Igreja católica permitiu-lhe assumir o controle das propriedades
eclesiásticas na Inglaterra.

A rainha Isabel I, que reinou de 1558 a 1603, conseguiu aumentar ainda mais o poder
real. Completou a obra de Henrique VIII, seu pai, consolidando a Igreja anglicana e
perseguindo os adeptos de outras religiões. Foi durante seu reinado que teve início a
colonização inglesa na América do Norte.

Isabel morreu sem deixar herdeiros e, por isso, subiu ao trono seu primo Jaime I, que deu
início à dinastia Stuart. Durante seu reinado, que foi de 1603 a 1625, continuou a
perseguição aos adeptos de outras religiões, muitos dos quais acabaram emigrando para a
América do Norte.

Carlos I, filho e sucessor de Jaime I, subiu ao trono em 1625. Seu reinado, do mesmo
modo que o de seu pai, caracterizou-se pelo absolutismo e pelas perseguições religiosas.

Em 1642, os parlamentares e os burgueses iniciaram uma guerra contra o rei. Liderados
por Oliver Cromwell, derrotaram Carlos I. Cromwell assumiu o poder com o título de
"Lorde Protetor "e governou de 1649 a 1658.

Em 1651, Cromwell lançou o Ato de Navegação, que ilimitava a entrada e saída de
mercadorias da Inglaterra aos navios ingleses e aos navios dos países produtores ou
consumidores; com isso, prejudicava o comércio intermediário praticado pelos holandeses.
A partir de então, a Inglaterra passou a ser a grande potência marítima mundial, posição que
manteve até o fim da Primeira Guerra Mundial, já no século XX.

Dois anos após a morte de Cromwell, ocorrida em 1658, o governo voltou às mãos dos
Stuart. Com isso, a Inglaterra teve mais dois soberanos de tendências absolutistas: Carlos II,
que reinou de 1660 a 1685 e Jaime II, de 1685 a 1688.

Além de Ter tendências absolutistas, Jaime II era católico declarado. E seria substituído
no trono pelo filho que tivera com sua segunda esposa, também católica. Com a primeira
esposa, que era protestante, Jaime II só tivera duas filhas.

O Parlamento, temendo a volta ao catolicismo e ao absolutismo, uniu-se e resolveu
"convidar" o príncipe holandês Guilherme d’Orange, casado com Maria Stuart, filha mais
velha de Jaime II, a invadir a Inglaterra e depor o rei, "a fim de restabelecer a liberdade e
proteger a religião protestante ".

Em novembro de 1668, Guilherme desembarcou na Inglaterra com um exército de
14.000 homens, marchou sobre Londres e ocupou-a sem disparar um só tiro. Jaime II fugiu
para a frança, e guilherme foi coroado rei com nome de Guilherme II. Essa revolução,
ocorrida sem derramamento de sangue, denominou-se revolução Gloriosa.

O novo rei, ao ser coroado, teve de jurar a Declaração de Direitos, que assegurava ao
Parlamento o direito de aprovar ou rejeitar impostos, garantia a liberdade individual e a
propriedade privada. A Declaração de Direitos estabelecia também o princípio da divisão
de poderes.

Com a revolução gloriosa, a burguesia, tendo o poder nas mãos, passou a promover o
desenvolvimento econômico da Inglaterra.


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