Campanha Civilista
A Campanha Civilista teve destaque por dar início à primeira corrida presidencial verdadeiramente disputada, durante a República Oligárquica. Unidas, as oligarquias paulista e mineira estavam acostumadas a liderar com folga o resultado das eleições presidenciais. Desta vez, os interesses se dividiram e a campanha eleitoral foi relativamente equilibrada.
Afonso Pena, oriundo da política mineira, havia sido eleito em 1906, apoiado pelo PRM (Partido Republicano Mineiro) e PRP (Partido Republicano Paulista), mas morreu antes de completar o mandato de quatro anos. Seu vice, Nilo Peçanha assumiu o governo até o ano seguinte.
Enquanto isso, o Marechal Hermes da Fonseca já articulava sua candidatura à Presidência da República, com o apoio de Minas Gerais. Esta manobra descumpriria o acordo da política do café-com-leite, que previa como sucessor de Afonso Pena, um representante paulista.
Hermes era do Rio Grande do Sul e há muito tempo políticos da região buscavam uma maior participação na política federal. Como era influente, ex- Ministro do Exército nos governos Campos Sales e Afonso Pena, não demorou muito para o então candidato conquistar apoio do senador gaúcho Pinheiro Machado.
Os paulistas se viram ameaçados e decidiram romper o acordo com os mineiros, lançando Rui Barbosa como candidato civil em oposição ao militar Hermes da Fonseca. Daí o porquê do nome Campanha Civilista. A Bahia, estado de origem de Rui Barbosa, também o apoiou.
Rui figurou como um candidato intelectual, com discursos de reformas e modernização, capaz de alavancar uma expressiva mobilização urbana em seu favor. Apesar de todo investimento do poderoso PRP (Partido Republicano Paulista), o movimento civilista ficou restrito aos centros urbanos, um dos obstáculos a sua vitória.
Outro entrave para os civilistas era o voto aberto e facultativo. No campo, os coronéis utilizavam o chamado voto de cabresto, obrigando os empregados a votarem no candidato apoiado por eles, que neste caso era Hermes da Fonseca. Quanto ao voto facultativo, muitos eleitores urbanos deixariam de ir às urnas, desmotivados frente à força dos “hermitas”.
No dia primeiro de março de 1910 ocorreram as eleições e mesmo sob suspeita de fraude, o candidato Hermes da Fonseca foi eleito Presidente da República. Rui Barbosa, porém, teve a maior quantidade de votos nas principais capitais do país, como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.
Esta disputa entre paulistas e mineiros não significou a ruptura entre estas oligarquias. Porém, a mobilização popular alcançada pelo Movimento Civilista indicava a insatisfação com relação à política que favorecia somente algumas classes da sociedade. Prova disso é a Revolta da Chibata, um levante de fuzileiros da Marinha, que ocorreu logo na primeira semana do governo Hermes da Fonseca.
Afonso Pena, oriundo da política mineira, havia sido eleito em 1906, apoiado pelo PRM (Partido Republicano Mineiro) e PRP (Partido Republicano Paulista), mas morreu antes de completar o mandato de quatro anos. Seu vice, Nilo Peçanha assumiu o governo até o ano seguinte.
Enquanto isso, o Marechal Hermes da Fonseca já articulava sua candidatura à Presidência da República, com o apoio de Minas Gerais. Esta manobra descumpriria o acordo da política do café-com-leite, que previa como sucessor de Afonso Pena, um representante paulista.
Hermes era do Rio Grande do Sul e há muito tempo políticos da região buscavam uma maior participação na política federal. Como era influente, ex- Ministro do Exército nos governos Campos Sales e Afonso Pena, não demorou muito para o então candidato conquistar apoio do senador gaúcho Pinheiro Machado.
Os paulistas se viram ameaçados e decidiram romper o acordo com os mineiros, lançando Rui Barbosa como candidato civil em oposição ao militar Hermes da Fonseca. Daí o porquê do nome Campanha Civilista. A Bahia, estado de origem de Rui Barbosa, também o apoiou.
Rui figurou como um candidato intelectual, com discursos de reformas e modernização, capaz de alavancar uma expressiva mobilização urbana em seu favor. Apesar de todo investimento do poderoso PRP (Partido Republicano Paulista), o movimento civilista ficou restrito aos centros urbanos, um dos obstáculos a sua vitória.
Outro entrave para os civilistas era o voto aberto e facultativo. No campo, os coronéis utilizavam o chamado voto de cabresto, obrigando os empregados a votarem no candidato apoiado por eles, que neste caso era Hermes da Fonseca. Quanto ao voto facultativo, muitos eleitores urbanos deixariam de ir às urnas, desmotivados frente à força dos “hermitas”.
No dia primeiro de março de 1910 ocorreram as eleições e mesmo sob suspeita de fraude, o candidato Hermes da Fonseca foi eleito Presidente da República. Rui Barbosa, porém, teve a maior quantidade de votos nas principais capitais do país, como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.
Esta disputa entre paulistas e mineiros não significou a ruptura entre estas oligarquias. Porém, a mobilização popular alcançada pelo Movimento Civilista indicava a insatisfação com relação à política que favorecia somente algumas classes da sociedade. Prova disso é a Revolta da Chibata, um levante de fuzileiros da Marinha, que ocorreu logo na primeira semana do governo Hermes da Fonseca.
| Autores: Lidiane Duarte Categorias: História | |
![]() | Data: 13/09/2007 |


