Plano Marshall

Mestre em História (UDESC, 2015)
Pós-graduada em Direitos Humanos (Universidade de Coimbra, 2012)
Graduada em História (UDESC, 2010)

Oficialmente chamado de Programa de Recuperação Europeu (European Recovery Program - ERP), essa iniciativa estadunidense para recuperação de países europeus atingidos pela Segunda Guerra Mundial ficou conhecida como Plano Marshall por causa de George Marshall, Secretário de Estado dos Estados Unidos no período. O governo dos Estados Unidos destinou mais de 12 bilhões de dólares à reconstrução dos países da Europa ocidental.

George Marshall. Foto: Norway US Embassy.

George Marshall. Foto: Norway US Embassy.

O então presidente do país entre 1945-1953, Harry Truman, escolheu Marshall para o  cargo devido ao seu desempenho como Chefe do Estado-Maior do Exército durante a Segunda Guerra. A admiração que o presidente tinha por ele aparece no diário de Truman, que escreveu em 8 de janeiro de 1947 que “Marshall é o maior homem da Segunda Guerra Mundial (...) E se algum homem tinha o direito de recusar e pedir descanso, era ele. Nós vamos  ter um Departamento de Estado de verdade agora”.

O continente europeu estava devastado pela guerra. Milhões de pessoas haviam morrido ou sido feridas e centros industriais e residenciais na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Polônia, Bélgica ficaram em ruínas. A fome era uma realidade para milhões de pessoas, pois boa parte da atividade agrícola foi interrompida pela guerra. Naquele momento, a única potência ocidental que não havia sido destruída pela Segunda Guerra era os Estados Unidos.

Entre o 1945 e 1947, os Estados Unidos já estavam dando assistência econômica à Europa ocidental, além de auxílio militar à Grécia e à Turquia e a Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em outubro 1945, prestava ajuda humanitária aos países devastados pelo conflito. Em 5 de junho de 1947, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob comando de Marshall, anunciou o Programa de Recuperação Europeu em solenidade na Universidade de Harvard. O Secretário de Estado entendia que a chave para a restauração da estabilidade política estava na recuperação das economias nacionais. Tal estabilidade era central, no entendimento dos Estados Unidos, para que os países da Europa ocidental pudessem conter avanços comunistas na região. Assim, o Plano Marshall era parte da chamada Doutrina Truman, nome dado à política externa dos Estados Unidos a partir de março de 1947, quando o presidente fez um discurso de combate à ameaça comunista.

Por quatro anos, a partir de 8 de abril de 1948, dezesseis países, receberam ajuda proveniente do Plano Marshall. Inicialmente, o auxílio veio em forma de carregamentos de comida, combustível e maquinário, a fim de alavancar o desenvolvimento industrial. Para tanto, as medidas previstas exigiam a diminuição das barreiras alfandegárias entre os países, afrouxamento de regulações produtivas e a adoção de procedimentos comerciais modernos. Entre 1948 e 1952, as economias dos países auxiliados pelo Plano Marshall cresceram de forma nunca antes vista e as relações comerciais estabelecidas no período levaram à formação da União Europeia.

Referência bibliográfica:
http://marshallfoundation.org/marshall/the-marshall-plan/