História do Kuwait

Por Thais Pacievitch
O país que hoje conhecemos como Kuwait esteve sujeito ao califado de Bagdá até o século XIII. Depois da invasão dos mongóis e turcos, foi vassalo do império otomano desde 1.756. Para abandonar o domínio otomano, a dinastia Al-Sabbah contou com a ajuda dos britânicos, estes fizeram do Kuwait seu protetorado a partir de 1.899 e, oficialmente, a partir de 1.914. Em 1.934, a exploração do setor petrolífero em solo kuwaitiano foi regulada por um acordo entre ingleses e americanos.

Em 1.961, o protetorado britânico foi substituído por um tratado de amizade com a Grã Bretanha. Dessa forma, em 16 de junho de 1.961, a independência do Kuwait foi declarada. O Kuwait passou a ser uma monarquia constitucional; segundo a constituição de 1967, o poder executivo corresponde ao emir, que o exerce através de um conselho de ministros escolhidos por ele mesmo. O poder legislativo é exercido pela Assembléia Nacional, integrada por 50 membros escolhidos de quatro em quatro anos.

O Kuwait uniu-se à liga árabe em 1.961 e à organização das Nações Unidas (ONU) em 1.963. Em 1.966, o Kuwait e a Arábia Saudita chegaram a um acordo sobre sua fronteira em comum, eliminando a zona neutra entre os dois países. O acordo previa também compartilhar os recursos petrolíferos daquela área.

A indústria petroleira kuwaitiana foi nacionalizada em 1.975. Em agosto de 1.976, Assembléia Nacional foi fechada pelo emir e só foi aberta após a morte dele, no ano de 1.980.

Durante a guerra Irã-Iraque, o Kuwait apoiou financeiramente o Iraque, como represália o Kuwait teve suas instalações petrolíferas bombardeadas pelo Irã. O Kuwait foi invadido pelo Iraque no ano de 1.990, os motivos foram territoriais e o fato da grande produção de petróleo kuwaitiana estar prejudicando a economia iraquiana. A invasão iraquiana chegou ao fim quando a coalizão, liderada pelos EUA, libertou o Kuwait.

Em 1.994 um novo governo surgiu e tinha como objetivo impulsionar a economia do Kuwait, bem debilitada pela invasão iraquiana. Naquela época, a produção de petróleo tinha sido reduzida a 10% de sua capacidade. Assim, seguiram-se medidas para garantir as reformas financeira e fiscal encaminhadas para reduzir o déficit orçamentário do Estado e fomentar as privatizações.

Em maio de 2.005, a Assembléia Nacional aprovou a lei que permite às mulheres votarem e ser eleitas a partir de 2.007.