Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, criada em 24 de abril de 1800, através de um decreto oficial assinado pelo então Presidente John Adams, é considerada a maior deste país e também de todo o Planeta, registro encontrado no Livro dos Recordes. Ela é igualmente a esfera do conhecimento mais completa do mundo.

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Foto: Carol M. Highsmith [Public domain], via Wikimedia Commons

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Foto: Carol M. Highsmith [Public domain], via Wikimedia Commons

Esta instituição nasceu de um ato deste dirigente norte-americano, o Ato do Congresso, quando ele transplantou a matriz do Estado da cidade de Filadélfia para a recém-criada capital dos Estados Unidos, Washington. Seu governo reservou uma média de cinco mil dólares para a compra dos livros imprescindíveis ao funcionamento do Congresso e para garantir um espaço que armazene este material.

Inicialmente ela foi instalada no Capitólio, mas durante a invasão do território norte-americano pelos ingleses, em 1814, o fogo a destruiu, devorando seus três mil exemplares. Em um mês o ex-estadista Thomas Jefferson negociou seu próprio acervo, organizado ao longo de 50 anos, vendendo seu conteúdo para o Congresso, podendo assim pagar suas vastas dívidas.

Seu conteúdo estava estritamente relacionado à jornada histórica dos EUA e a um apanhado referente a todas as disciplinas científicas. Em 1815, o acordo com o Congresso se concretizou, gerando para o ex-presidente 23 950 dólares, em troca de 6.487 livros. Os valores universais de Jefferson permeiam ainda hoje as crenças dos responsáveis pela Biblioteca, segundo as quais todos os temas devem constar do seu acervo.

Atualmente ela é a mais conhecida em todo o mundo e também a mais perfeita. No mundo dominado pela tecnologia digital, boa parte de seu patrimônio está sendo digitalizada e, portanto, tornando-se virtualmente acessível para todos. Uma fração de seus volumes pode ser encontrada no site http://www.loc.gov.

Há de tudo em suas estantes, virtuais ou não: obras raras, os livros mais vendidos atualmente, quadrinhos de todas as procedências, papéis oficiais, veículos impressos, vídeos, discos, fotos, entre outros materiais, totalizando cerca de 130 milhões de itens distintos, apresentados em pelo menos 480 línguas. Entre seus valiosos volumes há inclusive um exemplar da Bíblia de Gutenberg.

A Biblioteca é acessível para qualquer um, desde que a pessoa detenha um Cartão de Identificação de Leitor, o qual permite a entrada nos recintos destinados à leitura e às coleções. Basta ter pelo menos 16 anos, idade certificada através de documentação com foto. Os turistas podem apenas conhecer os seus aposentos.

Apenas integrantes do Congresso, da Suprema Corte de Justiça, funcionários destes órgãos e da Biblioteca e alguns membros oficiais do Estado podem investigar detalhadamente o teor de seus exemplares.

No final de 1851 a Biblioteca sofreu um novo incêndio, o qual eliminou aproximadamente 35 mil obras, entre elas um quadro que retratava Cristóvão Colombo, pinturas com os cinco primeiros estadistas norte-americanos, de autoria do pintor Gilbert Stuart e a estatuária de George Washington, Thomas Jefferson e do Marquês de Lafayette.

Fontes:
http://www.loc.gov/jefftour/cutaway.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_do_Congresso_dos_Estados_Unidos
http://www.novomilenio.inf.br/ano95/9510dcar.htm
http://crapo.senate.gov/services/CrapoFavorites.cfm
http://www.nikonians.org/html/resources/reference_library/lib-of-congress.html

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