Cristóvão Colombo

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

Cristóvão Colombo foi um navegador e explorador italiano, famoso por liderar a frota que alcançou o continente americano pelo Oceano Atlântico, fato histórico conhecido como o Descobrimento da América. Na biografia “Historia del Almirante Don Cristóbal Colón”, escrita pelo seu filho Fernando, a informação sobre a origem exata do navegador foi omitida. Através da análise de documentos, historiadores concluíram que Cristóvão Colombo teria nascido entre 25 de agosto e 31 de outubro de 1451 em Gênova, na Itália. Filho de Domenico Colombo e de Susanna Fontanarossa.

Cristóvão Colombo em 1519. Pintura de Sebastiano del Piombo.

Colombo aprendeu o ofício de tecelão com seu pai e bem jovem já demonstrou interesse e aptidão para navegação. Gostava de Geografia e Astronomia. Inicialmente fez viagens pelo Mar Egeu para colônias da região com fins comerciais, militares e até esteve em companhia de corsários perigosos.

Colombo atingiu a maioridade e foi viver em Portugal entre os anos de 1476 e 1485. Nesse período realizou traslados para levar o açúcar de Lisboa para a Ilha da Madeira e fez algumas viagens para a Inglaterra e Islândia.

Em torno de 1480 casou-se com Filipa Moniz Perestrelo e da união do casal nasceu Diogo, o único filho legítimo de Colombo. Nessa época Portugal vivia um cenário movimentado de navegações, descobrimentos, rotas de comércio e alto desenvolvimento científico. O país tinha os mais experientes marinheiros e gradualmente Colombo se envolveu nessa atmosfera. Seu irmão Bartolomeu era cartógrafo e foi junto a ele que Colombo deu início ao plano de atravessar o Oceano Atlântico em direção à Ásia.

Durante as viagens que fazia, passou analisar as correntes marítimas, as espécies desconhecidas que eram trazidas pelo mar e outros detalhes náuticos. Com essas informações e opiniões de navegadores experientes, Colombo elaborou seu projeto de navegação e rota a seguir.

As viagens de Cristóvão Colombo

Colombo partiu para a Espanha em 1485, onde se fixou em Castela. Lá teve um rápido relacionamento com Beatriz Enríquez, do qual nasceu Fernando Colombo. Em 1486 teve seu plano de viagem atravessando o Atlântico recusado pelos governos italiano, espanhol, francês, inglês e português. Em 1492 a Espanha decidiu mudar seu posicionamento e autorizou a primeira viagem de Colombo. Os Reis Católicos – Rainha Dona Isabel de Castela e Rei Dom Fernando II de Aragão – tornaram-no almirante dos mares da Índia a descobrir e governador e vice-rei das terras do Oriente a que se propunha conquistar. Assim intitulado, em 3 de agosto de 1492, Colombo partiu de Palos de la Frontera, com o navio Santa Maria, e duas caravelas menores, Pinta e Niña.

Viagens de Cristóvão Colombo. Mapa: Phirosiberia [CC-BY-SA 3.0] / via Wikimedia Commons [adaptado]

Colombo navegou inicialmente para as ilhas Canárias, que eram propriedade da Castela, onde reabasteceu as provisões e fez reparos. Dia 6 de setembro, partiu de San Sebastián de la Gomera para uma viagem de cinco semanas através do oceano. A terra foi avistada às duas horas da manhã de 12 de outubro de 1492, por um marinheiro a bordo de Pinta. Colombo chamou a ilha de San Salvador, atual Bahamas, onde encontrou indígenas pacíficos. A segunda viagem foi feita em 1493 e envolveu três naus e catorze caravelas. Na expedição, Colombo descobriu as ilhas das Antilhas e Martinica e a região de Porto Rico. A terceira viagem foi realizada em 1498, com seis naus que alcançaram a ilha da Trinidad. Na quarta e última viagem em 1502 com quatro naus, Colombo alcançou a Jamaica e a Ilha de Pinos nas Honduras. Avistou também as costas da Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

No final da vida, Cristóvão Colombo exigiu que a Coroa Espanhola lhe repassasse 10% de todos os proveitos obtidos nos territórios descobertos, mas como já tinha sido dispensado das suas obrigações como governador, a Coroa não se sentiu obrigada a acatar a exigência. Faleceu no dia 20 de maio de 1506 em Valladolid, na Espanha. Era vítima de artrite reativa, cujos sintomas se agravaram nos três últimos anos de sua vida, sofrendo uma parada cardíaca.

Monumento a Cristóvão Colombo (Barcelona, Espanha). Foto: kavalenkau / Shutterstock.com

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