Pré-modernismo

Por Cristiana Gomes
Esse início de século foi marcado por várias invenções e descobertas que influenciaram toda a humanidade.

O Brasil vivia sob o regime da chamada República do Café com Leite e foi uma época marcada por revoltas e conflitos sociais: Revolta da Armada, Revolta de Canudos, Cangaço, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Guerra do Contestado.

Apesar disso, surgiram também várias manifestações artísticas tanto na música, na pintura e na literatura.

Vários escritores brasileiros que surgiram nessa época adotaram uma postura mais crítica diante dos problemas sociais.

Através de seus escritos, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Graça Aranha e Lima Barreto (principais autores desta época) investigaram e questionaram a realidade brasileira.

Autores Pré-Modernos

Euclides da Cunha (1866 – 1909)

Foi colaborador do Jornal “O Estado de S. Paulo” e por conta disso, em 1887 foi para Canudos cobrir a rebelião.

Obras
- Os Sertões (1902)
- Contrastes e Confrontos (1907)
- Peru versus Bolívia (1907)
- À Margem da História (1909 - obra póstuma)

Euclides da Cunha também foi professor do Colégio Pedro II.
Morreu assassinado em 1909 pelo suposto amante da sua esposa.

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881 no Rio de Janeiro e faleceu em 1922.

Foi jornalista, cronista, contista e escreveu romances.

Suas obras possuem o relato realista da sociedade carioca do início do século.
Seu estilo é simples e comunicativo.

Foi valorizado pelos modernistas e hoje é considerado um dos maiores nomes da nossa Literatura.

Levou uma vida triste e já no final de sua trajetória de vida se entregou à boemia e foi internado em um hospício.

Algumas Obras
- Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915)
- Recordações de Escrivão Isaías Caminha (1909)
- Numa e a Ninfa (1915)
- Clara dos Anjos (1948)
- Histórias e Sonhos (1956 – contos)
- Bagatelas (1923 – crônicas)

Monteiro Lobato (1882 – 1948)

O maior nome da Literatura Infantil Brasileira.

Obras
- Reinações de Narizinho
- Idéias de Jeca Tatu
- Urupês
- Cidades Mortas

Graça Aranha (Maranhão 1868 – RJ 1931)

Era membro da Academia Brasileira de Letras, porém criticou seu conservadorismo e ficou ao lado da nova geração de artistas que surgiram com a Semana de Arte Moderna em 1922.

Obras
- Canaã (1902)
- Malazarte (1911)
- A estética da vida (1920)
- O espírito moderno (1925)
- A viagem maravilhosa (1929)

Além desses escritores podemos destacar também Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, ou Augusto dos Anjos como é mais conhecido. Sua obra é marcada pelo pessimismo, pela angústia e pelo medo.

É considerado um poeta de transição à procura de novos caminhos.
Falou sobre morte e decomposição da matéria usando um vocabulário cientifico.

Sua obra está reunida no livro Eu (1912).