Euclides da Cunha

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Filho de Manuel Rodrigues Pimenta da Cunha e Eudóxia Moreira da Cunha. Euclides Rodrigues da Cunha nasceu no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro, mas precisamente em Cantagalo, no dia 20 de Janeiro de 1866. Mas ficou órfão de mãe aos 3 anos de idade e foi educado pelos tios. Durante a sua infância, Euclides passou por diversos Colégios, como São Fidélis e Colégio Aquino. Juntamente de aproximadamente sete amigos, funda o Jornal “O Democrata”, em meados de 1883 e 1884. Desde então começa a escrever versos em sua caderneta, a qual deu o nome de “As ondas”, após isto, prestou exames até ingressar na Escola Politécnica para prosseguir os estudos, e depois de aproximadamente um ano, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha.

Apesar de admitido na Escola Militar, durante revista às tropas, o escritor lançou sua arma aos pés de Tomás Coelho, Ministro da Guerra. Após este ocorrido, Euclides entrou em disciplina, saindo do Exército em 1888. Entretanto, reintegrou-se com promoção depois da proclamação da República, tornando-se primeiro-tenente e bacharel em Matemática, Ciências Físicas e Naturais na Escola Superior de Guerra.

Euclides da Cunha deixou a Escola de Guerra em 1891, e ocupou o novo cargo de coadjuvante de Ensino da Escola Militar. Na época da insurreição de Canudos, no ano de 1897, escreveu dois artigos que se chamavam “A nossa Vendéia”. Com a divulgação dos mesmos, Euclides da Cunha foi convidado pelo Estado de São Paulo para estar presente no final do conflito. Documentou todo o ocorrido, depois enviou aos jornais as suas reportagens, que transformaram-se no seu livro celebre, Os sertões. Euclides terminou o livro em 1898, quando morava em São José do Rio Pardo, onde até hoje conserva-se a sua memória. O livro foi publicado em 1902 e intitulado pela crítica uma obra-prima, misturando ensaio, história e ciências naturais. É reconhecido na Literatura Brasileira como uma das maiores obras do País, de teor literário e científico. Euclides da Cunha marcou sua história com sua escrita, apesar de exercer diversas funções em sua trajetória.

No dia 21 de Setembro de 1903 foi eleito à cadeira número sete, como sucessor de Valentim Magalhães.

O escritor encantou-se por Ana Emílio Ribeiro, filha do Major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República, e casou-se com ela.

Em 1909, Ana Emílio Ribeiro, mais conhecida por Ana de Assis, resolve abandonar Euclides e viver sua paixão com o seu possível amante, tenente Dilermando de Assis, o qual Euclides desconfiava ser o verdadeiro pai de um dos filhos dela. Euclides decidiu matar o amante de sua esposa, mas Dilermando era campeão de tiro e agiu em legítima defesa o matando. De modo que foi absolvido pela justiça e casou-se com Ana. O escritor, professor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro, teve seu corpo examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o laudo.

Principais Obras:

  • Os sertões, epopéia e ensaio (1902);
  • Relatório da Comissão Mista Brasileiro-Peruana do Alto Purus (1906);
  • Castro Alves e seu tempo, crítica (1907);
  • Peru versus Bolívia (1907);
  • Contrastes e confrontos, ensaio (1907);
  • À margem da história, história (1909);
  • Cartas de Euclides da Cunha a Machado de Assis, correspondência (1931);
  • Canudos, diário (1939).
  • Obra completa, org. Afrânio Coutinho, 2 vols. (1966).

Referências:

Academia Brasileira de Letras: Disponível em: <http://www.euclidesdacunha.org.br/>

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