Quimioterapia

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças. Os compostos quimioterápicos são agentes químicos, naturais ou sintéticos, usados no tratamento de doenças que atuam matando ou inibindo o desenvolvimento dos microrganismos, em concentrações baixas o suficiente para evitar efeitos danosos ao paciente. De acordo com sua aplicação, ela recebe determinados nomes, por exemplo, os antimicrobianos que possuem atividade antibacteriana são denominados antibióticos e quando são aplicados ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.

Historicamente, a quimioterapia para o tratamento de doenças infecciosas tem sido utilizada há vários séculos. Por exemplo, desde 1630, os europeus utilizavam a quinina no tratamento da malária e o mercúrio era utilizado para o tratamento da sífilis em 1465. Somente no início do século XX novas drogas revolucionaram o tratamento de doenças infecciosas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi descoberto que pessoas expostas ao gás mostarda apresentavam uma diminuição na contagem de glóbulos brancos no sangue. Com isso o primeiro quimioterápico antineoplásico foi desenvolvido como arma química e a partir desse fato, os pesquisadores começaram as investigações dos agentes de mostarda, que poderiam ser usados para cessar o crescimento rápido de células, tais como células cancerosas.

Além do tratamento do câncer, a quimioterapia é aplicada para doenças autoimunes e para evitar a rejeição de transplantes.

Finalidades da quimioterapia antineoplásica

A quimioterapia para o tratamento do câncer utiliza drogas eficientes para interromper o crescimento e multiplicação das células malignas. As drogas podem ser aplicadas via oral, na forma de comprimidos, aplicada injeções ou ainda via intravenosa. À medida que a droga entra no corpo vai destruindo as células, impedindo o crescimento e sua multiplicação.

Dependendo do estágio do câncer em que o paciente inicia o tratamento, a quimioterapia pode ter a finalidade de cura, de evitar a metástase, propagação para outros órgãos, ou apenas de tratar os sintomas. As drogas podem ser administradas isoladamente ou em conjunto com as outras terapias como por exemplo a radioterapia e cirurgia.

Um dos pontos negativos da quimioterapia é que além de atacar as células malignas, ela também atinge as células saudáveis, principalmente aquelas que possuem um crescimento mais rápido, como as células do sangue, da medula óssea, dos órgãos reprodutores e os cabelos. Devido a agressão das células saudáveis ocorrem os chamados problemas secundários, que são bem conhecidos, como a queda dos cabelos, náuseas e vômitos, perda ou ganho de apetite, cansaço, mal-estar, aumento da sensibilidade da pele, anemia e supressão do sistema imunológico, que gera susceptibilidade para algumas infecções. Também existe uma resistência às drogas antineoplásicas que não fazem o efeito esperado no paciente, criadas por determinadas populações de células que desenvolvem novas características devido a mutações genéticas. Os principais agentes antineoplásicos utilizados no tratamento do câncer são os alquilantes polifuncionais, os antimetabólitos, os antibióticos antitumorais e os inibidores mitóticos.

Os antibióticos, em sua maioria, também fazem parte do grupo de agentes quimioterápico, são eles agentes antimicrobianos utilizados no tratamento de doenças infecciosas e podem ser divididos em aqueles obtidos de microrganismos, que dão o nome antibióticos e os obtidos não naturalmente, apresentando compostos químicos sintéticos e semissintéticos chamados de quimioterápicos.

Fontes:

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=101

http://www.centron.com.br/servicos/tratamentos/quimioterapia-antineoplasica

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