Radioterapia

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A radioterapia é um método utilizado no tratamento oncológico que comumente objetiva destruir células tumorais, por meio de radiação iônica.

Uma dose previamente calculada de radiação é aplicada, durante certo tempo, no local onde o tumor encontra-e presente, visando eliminar todas as células neoplásicas, causando o menor dano possível às células adjacentes, sendo que estas últimas realizarão, posteriormente, a regeneração da área irradiada.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dois terços dos pacientes oncológicos irão utilizar a radioterapia durante uma fase do tratamento de sua doença, de modo exclusivo ou em associação com outras modalidades de terapias oncológicas.

Este método de tratamento é relativamente moderno, uma vez que o uso da radiação ionizante como recurso terapêutico tem somente um século. As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Quando interagem com os tecidos, originam elétrons rápidos que ionizam o meio e produzem efeitos químicos, como, por exemplo, a hidrólise da água e a ruptura da cadeia de ácido desoxirribonucléico (DNA). A morte celular pode resultar então de diversos mecanismos distintos.

A resposta da neoplasia à radioterapia fica na dependência de fatores como: sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, bem como a quantidade e qualidade da radiação e o tempo total em que ela é fornecida.

Normalmente, a dose total de radiação a ser administrada ao paciente é fracionada em doses diárias semelhantes, para que o efeito biológico alcance uma maior quantidade de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos seja respeitada.

Existem dois tipos diferentes de radioterapia. São elas:

  • Teleterapia: constitui cerca de 80% dos tratamentos com radiação ionizante, utilizando feixes externos de radiação, como os raio-x e elétrons. Há dois modos de se administrar radiação externamente a um paciente, sendo que a primeira necessita de menos recursos, denominada radioterapia convencional ou padrão, já a segunda necessita utilizar tomógrafos, programas sofisticados de computação e modelagem do feixe de radiação, recebendo o nome de radioterapia conformacional tridimencional.
  • Braquiterapia: esta é uma forma de tratamento que utiliza fontes radioativas em contato com a neoplasia, sendo indicada em apenas 20% dos casos de pacientes que são submetidos à radioterapia. Neste caso, uma fonte de radiação é posicionada no interior ou próxima ao corpo do paciente, enquanto materiais radioativos, normalmente pequenas cápsulas, são colocados junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, acometendo o mínimo possível os órgãos circunvizinhos.

A velocidade com a qual o tumor regressa representa o grau de sensibilidade que a neoplasia em questão apresenta à radiação. Isso varia com a sua origem celular, seu grau de diferenciação, sua oxigenação e sua forma clínica de apresentação.

A radioterapia pode ser considerada quanto a sua finalidade, como:

  • Radical ou curativa, quando se procura alcançar a cura total da neoplasia;
  • Remissiva nos casos em que se visa somente reduzir o tumor;
  • Profilática, quando se objetive a remissão de manifestações clínicas, tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos;
  • Ablativa, quando é administrada radiação objetivando suprimir a função de determinado órgão, como, por exemplo, o ovário (castração actínica).

Habitualmente, os efeitos da radiação são bem tolerados pelo organismo, uma vez que os princípios e dose total do tratamento e aplicação sejam feitos adequadamente. Os efeitos colaterais podem ser classificados de dois modos:

  • Efeitos imediatos: são vistos nos tecidos que possuem maior capacidade proliferativa, como é o caso das gônadas, epiderme, mucosas do trato digestivo e urogenital, e a medula óssea. Ocorre apenas quando esses tecidos encontram-se no campo que receberá a radiação e podem ser intensificados quando são administrados em conjunto com quimioterápicos. Clinicamente, manifesta-se por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão.
  • Efeitos tardios: este tipo de efeito colateral é infreqüente, ocorrem normalmente em casos nos quais a dose de tolerância dos tecidos normais é ultrapassada. Manifestam-se clinicamente por meio de atrofias e fibroses. Raramente observa-se o desenvolvimento de outra neoplasia.

Fontes:
https://web.archive.org/web/20181112073444/http://www.inca.gov.br:80/conteudo_view.asp?ID=100
http://pt.wikipedia.org/wiki/Radioterapia
http://www.copacabanarunners.net/radioterapia.html
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2708/radioterapia
https://web.archive.org/web/20120702074137/http://www.nutechsr.com.br:80/cancer/RadiotXT.HTM
https://web.archive.org/web/20120427204032/http://dtr2001.saude.gov.br:80/sas/decas/radio.mansia.htm

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Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

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