Lixo urbano

Graduado em Ciências Biológicas (UNIFESO, 2014)

Lixo urbano, mais conhecido pelos cientistas por resíduos sólidos urbanos (RSU's), são resíduos que não têm mais uma função útil em residências ou indústrias e são descartados. Considerado um dos maiores problemas ecológicos, o lixo urbano contamina as águas e solos, além de produzir gás metano (CH4) que contribui consideravelmente com o efeito estufa. A partir da revolução industrial, a produção em massa impulsionou o consumismo, tornando a sobra de resíduos maiores; sendo impossível armazenar essas sobras dentro de residências e indústrias por atraírem vetores de doenças, foram criados lugares específicos para seu armazenamento: os famosos “lixões”, afetando a população e o ambiente a sua volta. Outro fim que o lixo pode tomar são os incineradores, tendo o custo alto e produzindo gases altamente poluentes.

Caminhão movimentando lixo em um aterro sanitário. Foto: Jaggat Rashidi / Shutterstock.com

Caminhão movimentando lixo urbano em um aterro sanitário. Foto: Jaggat Rashidi / Shutterstock.com

Estima-se que em média cada pessoa no planeta produza 1,3 Kg de lixo diariamente, com essa medida pode-se destacar que uma cidade de 20 mil habitantes produza mais de 20 toneladas de lixo por dia. Há estimativa que os brasileiros produzam cerca de 76 milhões de toneladas de lixo por ano. Estudos da ONU alertam que em 2017 o mundo terá 50 milhões de toneladas apenas de lixo eletrônico. O tempo de decomposição do lixo varia de acordo com o ambiente e do material que o lixo é composto, tendo o plástico e o vidro como matérias primas que mais demoram para se decompor, podendo passar de 4 mil anos, e tendo como matérias orgânicas que duram um curto prazo, podendo durar até 12 meses e podendo servir como adubo em plantações.

Os lixos são classificados como:

  • Lixo orgânico: Sobras de comida, cascas de frutas e etc.
  • Papel: papelões, jornais, revistas etc.
  • Plástico: garrafas pet, borrachas, sacolas plásticas entre outros.
  • Metais: fios, chaves, latas, panelas entre outros.
  • Outros: tecidos, óleos em geral, resíduos informáticos, madeiras.
  • Lixos tóxicos: medicamentos, baterias, lixo radioativo, lapadas fluorescentes entre outros.

Pela alta taxa de contaminação afetando o meio ambiente e gerando doenças, os lixos tóxicos devem ser descartados em lugares específicos, dependendo de como ele afeta o meio ambiente o local de descarte varia. O Governo Federal pede à população que procure por postos de coletas seletivas para o descarte.

Tais detritos podem ser reaproveitados para formação de matéria prima de outros componentes, sendo assim reciclados diminuindo o impacto ambiental. Em 2014 entrou em vigor a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10) na qual busca reduzir a geração de lixos e aumentar a reciclagem. Em são Paulo apenas 3% de todo o lixo é reciclado, sendo que 30% de todo o lixo pode ser reaproveitado.

Medidas para diminuir esse impacto ambiental podem ser adotadas, tais como:

  • Selecionar os tipos de lixo doméstico facilitando para a reciclagem.
  • Utilizar sacolas reutilizáveis em mercados.
  • Evitar desperdícios de comida.
  • Reduzir produtos descartáveis.
  • Priorizar produtos com refil e granel.

Referencias:
http://web.ccead.puc-rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_lixo_urbano.pdf
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/pequenas-atitudes-podem-diminuir-producao-de-lixo-da-cidade/32655
http://dgi.unifesp.br/ecounifesp/index.php?option=com_content&view=article&id=16&Itemid=11
https://nacoesunidas.org/onu-preve-que-mundo-tera-50-milhoes-de-toneladas-de-lixo-eletronico-em-2017/
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html
http://www.mma.gov.br/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos

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