Granizo

Por Caroline Faria
A água, ao seguir seu ciclo hidrológico, evapora subindo para camadas mais altas da atmosfera e vai se acumulando em forma de nuvens. Algumas, conhecidas como cumulus-nimbus atingem alturas muito grandes (grande desenvolvimento vertical) de até 1600 metros, e tem movimentos intensos em seu interior.

O empuxo (força que age de baixo para cima, contrária à gravidade) faz com que as gotículas de água no interior da nuvem subam até atingirem uma altura onde a temperatura é muito baixa, o que faz com que elas congelem e caiam novamente. Isso ocorre até que a gota, agora uma pedra de gelo, atinja um tamanho e peso suficiente para vencer o empuxo e cair na forma de chuva.

Também chamada de saraiva, a chuva de granizo, costuma ser bem concentrada devido ao tipo de nuvem que a origina, O tamanho das pedras de gelo vai depender da intensidade da nuvem e das forças dentro dela.

Quando as partículas de gelo têm mais de 5 mm de diâmetro são chamadas de granizo. Se tiverem menos que isso, são chamadas de neve ou granizo mole.

O granizo é um fenômeno natural inofensivo ao homem. O problema é que dependendo da intensidade da chuva de granizo e do tamanho das pedras podem ocorrer danos às estruturas de casas (quebra dos telhados), carros, ou inundações e congestionamentos devido à presença de gelo nas ruas e estradas.

Outro problema freqüentemente causado pela chuva de granizo é a perda de produção pelos agricultores. Assim, como a neve ou a geada, o frio intenso das pedras de gelo, pode destruir plantações, ou mesmo, o impacto das pedras de gelo pode causar danos nas culturas.

Mas, cientistas russos começaram a usar foguetes para destruir as pedras de gelo antes que elas atingissem as culturas. O foguete russo, que custa em torno de 400 dólares, se autodestrói após atingir as nuvens e liberar iodeto de prata que dissolve o granizo. Só que cientistas brasileiros, da FATEC – USP, criaram um foguete parecido que utiliza os mesmos princípios, porém bem mais barato, custa apenas 40 dólares e ainda é recuperável.

Fontes
http://galileu.globo.com
http://www.diariopopular.com.br
http://www.3ciabm.mg.gov.br/