Nova Caledônia

A Nova Caledônia (Nouvelle-Calédonie em francês) é uma coletividade especial (collectivité sui generis) da França, localizada ao sul do Oceano Pacífico, distante 1500 km a leste da Austrália. O território consiste em uma grande ilha, que dá nome ao território, além do conjunto chamado de Ilhas Lealdade (Îles Loyauté): Ouvéa, Lifou, Tiga e Maré, totalizando uma área de 18.575 km² (um pouco menor que o estado de Sergipe).

Com uma população de cerca de 250 mil habitantes, sua capital é a cidade de Nouméa. Os povos nativos são do grupo melanésio, conhecidos como canaques, representando 45% do total da população; cerca de um terço são de europeus, especialmente franceses, e o restante da população é de polinésios e vietnamitas. A maioria dos cidadãos segue o cristianismo, dividindo-se entre católicos, protestantes e pentecostais. A língua oficial é o francês, porém, os nativos utilizam um conjunto de línguas melanésias relacionadas umas às outras, conhecidas como línguas canaque. Como moeda, o território utiliza o Franco CFP, moeda corrente também na Nova Caledônia e em Wallis e Futuna, criado ao mesmo tempo que o Francos CFA, destinado aos territórios franceses da África.

O nome Nova Caledônia foi dado pelo explorador britânico capitão James Cook, que viu semelhanças entre a paisagem local e as terras altas da Escócia. Em 1853, o território é anexado pela França e torna-se um destino para milhares de prisioneiros vindos da Europa. A gradual tomada de terra aos povos nativos fez com que estes alimentem um sentimento de revolta contra os ocupantes brancos, de modo que as tensões explodem finalmente em 1878, quando os canaques promovem ataques onde cerca de 1000 indivíduos são mortos, o que obriga a uma forte repressão da metrópole.

O nacionalismo canaque seguirá como forte oposição ao domínio europeu, e este acabará se chocando ao sentimento oposto dos colonizadores, de manutenção do status quo. Em meados dos anos 80 do século XX essas diferenças resultam em novos confrontos violentos, onde a França é obrigada a declarar estado de emergência e enviar pára-quedistas para conter os protestos. Como solução para os distúrbios é assinado em 1988 o Acordo de Matignon, que propunha o fim do domínio direto de Paris e um referendo sobre a independência, a ser realizada em 1998. Outro importante ponto era o comprometimento de enfrentar o desequilíbrio econômico entre os mais ricos, principalmente europeus, habitantes da província do sul (a metade sul de Nova Caledônia). O referendo acaba por ser adiado sob o Acordo de Noumea, de 1998, que deu maior autonomia à Nova Caledônia e estipulou que a votação da independência deve ser realizada entre 2014 e 2019.

Bibliografia:
New Caledonia profile (em inglês). Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-pacific-16740838>. Acesso em: 18 jun. 2012.

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