Economia do Paraguai

Por Thais Pacievitch
O Paraguai (cuja moeda é o guarani) é um país pobre, tem renda per capita de 4.800 dólares estadunidenses. Seu PIB, em 2006, foi de US$7.696 bilhões. Possui uma economia liberal de mercado, mas o que mais se destaca é a economia informal, da qual sobrevive uma boa parte da população daquele país. A economia informal não só afeta a economia local, como também faz parte do circuito exportador aos países vizinhos: o contrabando. A economia é uma trava para o desenvolvimento do Paraguai e é alimentada pela incerteza política, a corrupção, a falta de reformas econômicas, as dívidas (externa e interna) e a falta de infra-estrutura. O Paraguai é um país de serviços, eles são responsáveis por 60% do PIB, mas é um dos poucos países do mundo em que a agricultura, com 21%, contribui mais do que a indústria (19%).

Quase a metade da população daquele país vive da agricultura e da agroindústria. Estes produtos produzidos pelo Paraguai são mais baratos do que os dos seus vizinhos, visto que, nas regiões de fronteira há um intenso contrabando. Os principais produtos são: soja, trigo, mandioca, cana-de-açúcar, bananas, algodão, arroz, café, tabaco, erva-mate e óleos vegetais.

O Paraguai possui muitos bosques, em razão disto, a exploração florestal é importante. Do cultivo da laranja amarga se extrai uma essência que é utilizada para a fabricação de sabonetes, xampus, cosméticos e geléias. O Paraguai é o maior exportador mundial desta essência.

Há poucos recursos minerais naquele país, mas pode-se encontrar um pouco de ferro, magnésio, cobre, cal e sal. Há também, na região do Chaco um pouco de petróleo que não é suficiente para abastecer o país.

A indústria paraguaia é praticamente inexistente, só o setor agroindustrial tem certa importância, o restante: têxtil, móveis e cimento são destinados ao consumo local. A corrupção e a falta de infra-estrutura tornam a sobrevivência das indústrias muito difícil.

A energia elétrica é muito importante para o Paraguai, depois da construção das usinas hidroelétricas de Acaray (1970), Itaipu (1984) e Yacyretá (1994) fizeram daquele país um dos maiores exportadores de energia hidroelétrica.

O Paraguai exporta o que produz para países como: Rússia, Uruguai e Brasil e importa bens manufaturados da China e do Brasil. Outros dois aspectos que poderiam gerar riqueza para o Paraguai, turismo e transportes, esbarram na falta de investimentos em infra-estrutura e, em razão disso, não são devidamente explorados.