Discalculia

O termo discalculia (palavra oriunda do grego e do latim, respectivamente: dis=mal; calculare=calcular) define uma condição na qual o indivíduo apresenta dificuldade de aprendizagem especificamente de manipular números.

Este distúrbio afeta indivíduos de todas as idades e pode ser classificado como moderado, severo ou total.

Ao contrário de outras dificuldades ligadas à linguagem, como a dislexia e a dispraxia, a condição em questão tem sido pouco estudada. Sabe-se que ocorre em indivíduos de qualquer nível de QI; todavia, os mesmos comumente apresentam dificuldade com matemática, tempo, medida, dentre outros. Hipóteses sugerem que a discalculia pode tratar-se de um distúrbio parcialmente hereditário.

De acordo com Ladislav Kosc, existem seis tipos distintos de discalculia:

  • Discalculia léxica: na qual o indivíduo apresenta dificuldade em ler símbolos matemáticos.
  • Discalculia verbal: neste caso o paciente apresenta dificuldade em nomear quantidades matemáticas, números, termos e símbolos.
  • Discalculia gráfica: problemas para escrever símbolos matemáticos.
  • Discalculia operacional: dificuldade de realizar operações e cálculos numéricos.
  • Discalculia practognóstica: dificuldade para enumerar, manipular e comparar objetos reais ou em imagens.
  • Discalculia ideognóstica: dificuldade em realizar operações mentais, bem como para compreender conceitos matemáticos.

Os portadores desta condição podem apresentar:

  • Dificuldades constantes com números, confundindo as operações básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão);
  • Dificuldade para distinguir direito e esquerdo;
  • Falta de senso de direção;
  • Dificuldade com tabelas;
  • Maior facilidade com os assuntos que necessitam de lógica, quando comparado aos assuntos que requerem fórmulas;
  • Dificuldades em julgar a passagem do tempo e ler relógios analógicos;
  • Ineficiência em compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento;
  • Dificuldade mental em julgar as dimensões de um objeto ou de uma distância;
  • Falta de habilidade em mentalizar e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas e sequencias matemáticas;
  • Problemas para seguir a contagem durante jogos;
  • Fobia de matemática ou números resultantes da condição.

Para que o professor seja capaz de identificar a discalculia, o mesmo deve estar atento à trajetória de aprendizado do aluno, especialmente com relação ao aprendizado da matemática. O professor deve evitar:

  • Frisar as dificuldades do aluno, diferenciando-o do restante da classe;
  • Mostrar impaciência com a dificuldade da criança;
  • Corrigir o aluno constantemente diante da turma;
  • Ignorar a dificuldade da criança.

Quando a desordem é identificada tardiamente, pode haver prejuízo do desenvolvimento escolar da criança, que pode tornar-se agressiva, apática ou desinteressada.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia
http://educamais.com/discalculia/
http://www.crda.com.br/aulascrda/neurologia/jobair/discalculia.pdf
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/MATEMATICA/Monografia_Silva.pdf

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