Psicofarmacologia

Por Suyane Elias Comar
Psicofarmacologia é uma ciência que estuda os comportamentos individuais sob a ação de substâncias psicoativas. Segundo a OMS drogas psicoativas são aquelas que afetam a nossa mente, alterando humor, comportamento, cognição, psicomotricidade e personalidade. Na perspectiva médica, droga é a substância capaz de alterar um organismo e que quando utilizada em homens ou animais ajuda no tratamento de doenças assim como em seu diagnóstico e profilaxia. A droga também pode ser definida como substância alucinógena ou estimulante causando sensações agradáveis ou de desconforto do usuário.

Os remédios psicoativos são fabricados tanto por fontes naturais quanto artificiais. Eles interagem diretamente com o Sistema Nervoso Central (SNC) modificando as funções fisiológicas e psicológicas. Entre essas drogas psicoativas, existe um grupo denominado Psicotrópicos que induzem a dependência. As diferenciações entre medicamentos psicoativos e psicotrópicos, no Brasil, eram feitas através da Portaria DIMED 27/86 para os psicoativos entre eles, antidepressivas e neurolépticos ­ e da Portaria DIMED 28/86  para os psicotrópicos.

Por volta de 1892 Kraepelim utilizou pela primeira vez a palavra Farmacopsicologia:

  • Farmaco = palavra derivada do grego que significa medicamento;
  • Psico = também do grego que significa sopro, alma;
  • Logia = Que significa ciência, linguagem e razão.

Uma das primeiras drogas psicoativas utilizadas foi o Cogumelo Amanita Muscaria da antiga Índia, era ingrediente de uma sagrada droga psicodélica. Na década de 50 com a descoberta de um antipsicótico (clorpromazina) a psicofarmacologia se desenvolveu surgindo assim os ansiolíticos, antidepressivos, estabilizadores de humor e etc. Hoje, a psicofarmacologia estuda principalmente as drogas com finalidades médicas, ajudando pacientes com transtorno mental, que antes eram isolados em hospitais e manicômios. Esses pacientes podem fazer uso dos medicamentos em seus lares com acompanhamento médico e psicoterapêutico. Desse modo, a psicofarmacologia pode ser dividida em três períodos:

  • Período mitológico-histórico: substâncias de origem vegetal, mineral ou animal como o ópio, passiflora, beladona, serpentina e  mandrégora.
  • Período pré-científico: Os métodos utilizados ainda não eram sofisticadas, porém já se sabia que as doenças mentais eram resultado de alterações bioquímicas cerebrais. No final desse período começaram as investigações mais precisas surgindo medicamentos como as Anfetaminas para tratamento de Depressões.
  • Período da psicofarmacologia propriamente dita ou cientifica: como nova ciência interdisciplinar.

Os psicólogos não estão autorizados a prescrever medicamentos, porém trabalham diretamente com as alterações mentais junto a uma equipe médica. A interação entre psicólogos e médicos aumentou consideravelmente e é de suma importância que o psicólogo tenha conhecimento da psicofarmacologia com o objetivo de progresso do paciente.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicofarmacologia
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44461999000500006&script=sci_arttext
http://www.dicio.com.br/psicofarmacologia/
http://psiquni.blogspot.com.br/2011/03/psicofarmacologia.html
http://psicologiaejuventude.blogspot.com.br/2010/11/psicofarmacos-sao-importantes-para.html

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