Mercúrio

Por Emerson Santiago
Mercúrio é um metal de cor prateada que possui a característica ímpar de ser o único elemento do grupo metálico a apresentar-se em condições naturais de temperatura e pressão sob forma líquida. Foi um dos primeiros elementos químicos a ser estudado desde tempos os mais remotos, inclusive pelos adeptos da alquimia, encontrado-se até no interior de tumbas egípcias. Assim, era conhecido pelos povos antigos como "ágyros khytós" (em grego, prata derretida), termo este que descreve com perfeição a aparência do metal, semelhante em aspecto e cor com o metal nobre prata.

O nome moderno com que conhecemos este elemento é uma homenagem ao deus greco-romano Mercúrio (em Roma, ele era conhecido com este nome; já na Grécia Antiga, o nome correspondente era Hermes). Do mesmo modo, o símbolo do elemento possui também origem latina, ou seja, "Hg", em língua latina corresponde a "hydragyrum", significando "prata líquida" (na prática, uma conversão do antigo nome em grego para uma versão latina).

Seu peso específico é de 13,6 g/cm³, com um ponto de fusão localizado em aproximadamente -38,87 graus Celsius, possuindo um peso atômico de 54,93. Seu número atômico é 80, valendo ao mercurio um lugar entre os denominados "metais de transição", entre os elementos do grupo 12 ou família 2B na tabela periódica dos elementos químicos.

Seu principal minério é o sulfeto de mercúrio (HgS) que pode ser decomposto em seus respectivos elementos. Na indústria, as utilizações mais comuns do metal estão na fabricação de termômetros, barômetros, amálgama dentário, e em vários outros equipamentos científicos. Já o mercúrio-cromo e o mercurobutol são empregados como anti-séptico em ferimentos. Dissolve facilmente o ouro, prata, chumbo e metais alcalinos formando ligas relativamente consistentes denominadas amálgamas.

Devido exatamente a esta propriedade de dissolver ouro e prata, o mercúrio é amplamente utilizado na atividade de mineradores e garimpeiros, que utilizam o metal para separar o ouro de outros elementos que acompanham-no quando este é extraído do leito dos rios. E consequentemente, quando o curso de um rio é poluído por mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e torna a cair em seu estado original junto com a água da chuva. A outra parte do metal é absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos, que fazem o metal circular em meio àquele ecossistema. Os micróbios presentes na área, bem como aqueles presentes no organismo dos seres vivos irão deste modo transformar este mercúrio metálico em mercúrio orgânico, altamente tóxico.

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Bibliografia:
http://www.tabela.oxigenio.com/metais_de_transicao/elemento_quimico_mercurio.htm
http://www.areaseg.com/toxicos/mercurio.html