Teoria Atômica de Dalton

Por Júlio César Lima Lira
Desde os primórdios das teorias atômicas com a definição de Leucipo e Demócrito até o modelo de Dalton vários séculos foram transcorridos. E, através desse grande espaço de tempo diversos experimentos auxiliaram a retomada de tal discussão com uma visão mais moderna e um pouco mais completa.

O professor inglês John Dalton, ao publicar um trabalho, definiu seu modelo claramente com alguns aspectos já pontuados outrora e com outros autênticos que se aplicavam não somente às teorias atômicas, mas às leis de conservação de massa e de formação de compostos.

Os Fundamentos da Teoria de Dalton

Dalton fundamentava seu modelo através de alguns conceitos:

  1. Tudo que existe na natureza é formado por pequenas partículas microscópicas denominadas átomos;
  2. Estas partículas, os átomos, são indivisíveis (não é possível seccionar um átomo) e indestrutíveis (não se consegue destruir mecanicamente um átomo);
  3. O número de tipos de átomos (respectivos a cada elemento) diferentes possíveis é pequeno;
  4. Átomos de elementos iguais sempre apresentam características iguais, bem como átomos de elementos diferentes apresentam características diferentes. Sendo que, ao combiná-los, em proporções definidas, definimos toda a matéria existente no universo;
  5. Os átomos assemelham-se a esferas maciças que se dispõem através de empilhamento;
  6. Durante as reações químicas, os átomos permaneciam inalterados. Apenas configuram outro arranjo;

Vários destes o próprio Dalton provou (inclusive em novas publicações de sua autoria), outros, foram herdados da antiguidade clássica.

O fato era que esse novo modelo foi definidor para uma explicação mais concisa e satisfatória de alguns fenômenos:

  • Durante uma reação química, segundo essa teoria, os átomos dos reagentes formavam combinações entre si e davam origem aos produtos. Assim, a massa total do sistema é conservada. A Lei de Lavoisier afirma justamente isso: “ A soma das massas dos produtos de uma reação é igual a soma das massas dos reagentes consumidos”.
  • E, ainda, essas combinações se davam em proporções estritamente definidas: por exemplo, 2 moléculas de nitrogênio reagem Com 3 moléculas de hidrogênio gerando 2 moléculas de amônia, portanto, a proporção fica em 2:3:2.

    Logo, 8 moléculas de nitrogênio reagem com 12 moléculas de hidrogênio formando 8 moléculas de amônia: caso haja excesso de um dos reagentes, a quantidade de amônia ficará limitada pelo mais escasso.

Mesmo que a reação seja reversível (praticamente todas são, mesmo em pequena escala), a proporção não muda de valor, apenas de ordem.