Politeísmo

Por Thais Pacievitch
É chamada de politeísmo a crença na existência de diversos deuses, comum no Egito, Grécia e Roma Antigas. As principais divindades são geralmente ligadas às forças da natureza, são antropomórficas e imortais.

No antigo Egito, os principais deuses eram: o deus Amon-Rá (Sol), a deusa Ísis (da fertilidade), e o deus Osíris (da fecundidade). A personificação dos deuses na Terra eram os faraós, também adorados pelos egípcios. A crença de que a alma, imortal, voltaria para o corpo é a explicação para a mumificação. As pirâmides do Egito eram construídas como tumulo dos faraós. Outros deuses eram representados por figuras com características animais, como a vaca (Hathor), o falcão (Hórus), entre outros.

Na Grécia Antiga, os principais eram: Zeus (deus dos deuses), Afrodite (deusa do amor), Ares (deus da guerra), Poseidon (deus dos mares e oceanos), entre outros. Os deuses gregos apresentavam características, sentimentos e comportamentos, comuns aos seres humanos, como bondade, maldade, vingança, ódio, egoísmo, força, etc. Com tantas semelhanças entre humanos e deuses, havia a crença de que os grandes heróis gregos, como Hércules, eram filhos de relacionamentos entre humanos e deuses.

Os deuses cultuados na Roma Antiga eram muito semelhantes aos da Grécia, pois foi quando o império romano invadiu a Grécia que o politeísmo foi difundido entre os romanos. Como conseqüência, os deuses nas duas civilizações têm as mesmas características, mas possuem nomes diferentes. Os principais deuses eram: Júpiter (deus dos deuses), Vênus (deusa do amor), Marte (deus da guerra), Netuno (deus dos mares e oceanos), entre outros.

O politeísmo foi deixado de lado com o avanço do cristianismo, religião monoteísta (crença em um único deus), e atualmente é encontrado em religiões ou cultos de origem africana.

No entanto, existe uma discussão em relação ao monoteísmo do cristianismo. Para alguns estudiosos, o cristianismo é politeísta, pois prega a crença na Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).