Estado vegetativo

Graduação em Farmácia (Universidade Braz Cubas, UBC, 2012)

O estado vegetativo pode ser definido como uma desordem de consciência no qual pacientes com danos cerebrais permanecem em estado parcial de vigília, podendo acordar ou dormir novamente, ou até abrir ou mover os olhos, sorrir, chorar, gemer ou grunhir porém não reagem a situações repentinas nem possuem capacidade de pensamento ou comportamento a nível consciente. Em geral a maioria dos pacientes em estados vegetativos apresentam movimentos reflexos acentuados, espasmos dos membros e alguns aparentam ter perdido memórias e emoções. Se uma pessoa está em estado vegetativo por muito tempo este pode ser considerado estado vegetativo contínuo (EVC) ou estado vegetativo permanente (EVP) , onde o contínuo tem período maior do que quatro semanas e o permanente pode passar de 6 meses se causado por lesões não-traumáticas e 12 meses se for ocasionado por lesões traumáticas nestes dois últimos casos as possibilidades de retorno a uma vida normal são muito baixas porém não impossíveis.

A diferença entre o coma e um estado vegetativo (E.V.) é que a pessoa em coma profundo normalmente requer atenção hospitalar, enquanto a pessoa em um E.V. pode ser liberada para serem tratados na casa de seus familiares.

A inconsciência do qual a pessoa não pode ser despertada neste caso pode durar entre horas a semanas e normalmente requer assistência hospitalar. Os indivíduos em E.V. normalmente apresentam muito mais atividades como respiração, controle cardíaco, sono, abertura de olhos do que pacientes em coma.

Características do estado vegetativo :

  • Períodos cíclicos de sono e de abertura e fechamento de olhos;
  • Gemidos ou sons são produzidos quando músculos são alongados;
  • Expressões faciais sem motivo aparente;
  • Reação a ruídos sonoros;
  • Capacidade de comunicação ausente;
  • Inabilidade em seguir instruções;

Dentre os principais motivos que levam o paciente a um estado vegetativo estão lesões cerebrais graves, privação de oxigênio, doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson, e em casos de anencefalia.

O diagnóstico é feito por observações clinicas atentas e prolongadas, o esclarecimento sobre as possíveis causas do E.V. deve ser realizado através de técnicas de imagens e exames laboratoriais que normalmente são os de sangue, urina, tomografia computadorizada, ressonância magnética, punção lombar, eletroencefalograma (EEG) e radiografias.

Não há a possibilidade de se prever a recuperação dos pacientes em EV pois cada caso se diferencia entre si, também não podemos desconsiderar essa possibilidade. Esses pacientes devem passar por diversas avaliações criteriosas visando a assistência de sua saúde, sua higienização, nutrição e outros aspectos fisiológicos.

É importante o avanço de pesquisas na área de neurologia e neurociências para que possamos entender melhor o que leva uma pessoa nesse estado a se recuperar e podermos direcionar tratamentos cada vez mais eficazes para a reabilitação desses pacientes.

Referências bibliográficas:
The Multi-Society Task Force on PVS (1994). "Medical Aspects of the Persistent Vegetative State— Second of Two Parts". New England Journal of Medicine [S.l.: s.n.] 330 (22): 1572–9.doi:10.1056/NEJM199406023302206. PMID 8177248.

http://www.brainline.org/landing_pages/categories/coma.html
http://www.nhs.uk/conditions/vegetative-state/Pages/Introduction.aspx

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