Glândulas Salivares

Por Débora Carvalho Meldau
As glândulas salivares são glândulas exócrinas responsáveis pela produção de saliva, fluído que possui funções digestivas, lubrificantes e protetoras. Além das glândulas pequenas que estão dispersas espalhadas pela cavidade oral, existem três glândulas salivares maiores: as glândulas parótida, submandibular (também conhecida como submaxilar) e sublingual. Nos seres humanos, as glândulas menores são responsáveis por secretar apenas 10% do volume total de saliva, no entanto, secretam aproximadamente 70% do muco.

As glândulas maiores são revestidas por uma cápsula de tecido conjuntivo rico em fibras colágenas. O parênquima destas glândulas é composto por terminações secretoras e por um sistema de ductos ramificados que se arranjam em lóbulos, separados entre si por septos de tecido conjuntivo originados da cápsula. As terminações secretoras possuem células secretoras serosas e mucosas, além das células epiteliais não secretoras. A porção secretora possui um sistema de ductos que modificam a saliva ao passo que está é conduzida para a cavidade oral.

As células serosas exibem características de células polarizadas secretoras de proteínas e são arranjadas de modo a formar uma massa esférica denominada ácino, que contém um lúmen central. Já as células mucosas exibem características de células secretoras de muco, contendo glicoproteínas importantes para as funções lubrificantes da saliva. As células mioepiteliais são encontradas junto à lâmina basal de terminações secretoras e ductos intercalares, que formam a porção inicial do sistema de ductos. A contração destas células acelera a secreção salivar, mas sua principal função parece ser a prevenção da distensão excessiva da terminação secretora durante a secreção, devido a um aumento de pressão lumial.

Glândula Parótida

Esta glândula é acinosa (formada por ácinos), sendo que sua porção secretora é composta exclusivamente por células serosas, que contêm grânulos de secreção ricos em proteínas e alta atividade de amilase. Sendo que esta última é responsável pela hidrólise de grande parte dos carboidratos presentes na dieta. A digestão começa na cavidade bucal e continua-se por um curto período de tempo no estômago, pois o suco gástrico acidifica o bolo alimentar, diminuindo a atividade de amilase. Esta glândula também é responsável pela secreção de IgA (tipo de imunoglobulina) que está relacionada com a defesa imunológica contra patógenos na cavidade oral.

Glândula Submandibular (Submaxilar)

Esta é uma glândula tubuloacinosa composta, sendo que sua porção secretora contém tanto células serosas, quanto mucosas. As células serosas são o principal componente desta glândula, e são facilmente diferenciadas das células mucosas devido ao seu núcleo arredondado e citoplasma basófilo. Nos seres humanos, aproximadamente 90% das terminações secretoras das glândulas submandibulares são acinares serosas , enquanto que 10% são túbulos mucosos com semiluas serosas. Estas células possuem invaginações basais e laterais que são voltadas para o plexo vascular, aumentando assim, a superfície para transporte de íons em aproximadamente 60 vezes.

Células serosas são responsáveis por uma fraca atividade de amilase presente nesta glândula e em sua saliva. As células que formam a semilua são responsáveis pela secreção da lisozima que hidrolisa a parede de certas bactérias.

Glândula Sublingual

Esta, assim como a glândula submaxilar, é uma glândula tubuloacinosa formada por células serosas e mucosas. Este último tipo celular predomina nesta glândula, enquanto que as células serosas constituem semiluas serosas na extremidade de túbulo mucoso, secretando lisozima.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Glândula_salivar
http://www.webciencia.com/11_11glandula.htm
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.