Eqüideocultura (criação de cavalos)

Por Marcos Duarte
Os eqüinos têm uma evolução bem caracterizada, devido ao conhecimento de inúmeros fósseis encontrados. O ancestral mais antigo do cavalo, surgiu há 50 milhões de anos atrás (Eohippus), era um animal de cerca de 35 cm de altura, tinha o dorso arqueado e seus corpo apresentava a seguinte composição: ½ posterior e 1/3 anterior. O Eohippus era distribuído nos estados americanos de Wyoming, Novo México e Utah. Seu apoio era em 4 dedos.


Comparação entre o ancestral “Eohippus” e o cavalo atual.

10 milhões de anos depois surge o Epihippus, com maior estatura e apoio em 3 dedos. Há 32 milhões de anos atrás surge o Mesohippus, com altura média de 60 cm e ausência do quarto dedo. Estes ancestrais foram evoluindo até o fonal do período Pleistoceno, sendo exclusivo da Europa e Ásia. Restaram apenas 4 raças básicas de cavalo, que são as precursoras de todas raças atuais:

- Equus caballus orientalis – Tarpan;
- Equus caballus przewalski – cavalos das estepes ou mongol;
- Equus caballus robustus – cavalo ocidental;
- Equus caballus agilus – cavalo oriental de sangue quente.

Para a criação de cavalos, devemos atender algumas necessidades básicas da espécie:

- Instalações: irão depender do sistema de criação adotado (intensivo ou extensivo), ainda durante a fase de treinamento ou preparação para leilões e exposições devemos suplementar os animais (animais a pasto gastam de 12-18 horas para consumir a quantidade necessária de alimento). As cercas devem ser de 2 a 3 fios e altura de 1,35 – 1,70m, com os cantos arredondados para evitar traumas dos animais.

- Clima (fresco e seco), solo (seco e bem drenado), topografia (ondulada), presença ainda de bebedouros e comedouros.