Estevão

A história de Estevão está relatada na bíblia, no livro de "Atos dos apóstolos", parte do Novo Testamento. Consta que “Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6:8) e mesmo tendo se levantado contra ele alguns que eram das sinagogas (chamados libertinos, cireneus e dos alexandrinos, além dos que eram da Cilícia e da Ásia), eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

Esses homens subornaram outros para dizerem que o ouviram proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus. E com isso excitaram o povo, os anciãos e os escribas, para que ficassem contra ele, o levando ao conselho. As falsas testemunhas também estiveram no conselho dizendo que Estevão de fato dizia mentiras, blasfêmias contra o santo lugar e a lei, contra o que eles acreditavam. Injustamente afirmaram que ele dizia Jesus Nazareno há de destruir a cidade e mudar os costumes que Moisés os orientou. Apesar de todas as acusações, de acordo com as escrituras, todos os que estavam assentados no conselho, viam que o rosto de Estevão estava como o rosto de um anjo.

Quando o sumo sacerdote pergunto a Estevão se procedia a acusação, ele respondeu com clareza, defendendo o que Moisés havia dito, e exemplificando o agir de Deus por meio da própria história do nascimento e criação que Moisés recebera. Falou ainda desde o tempo de Abraão, quando o Senhor havia feito a ele a promessa de dar-lhe mais descendentes de que as estrelas que havia no céu e a areia do mar. Citou José, que mesmo sendo vendido pelos próprios irmãos, por inveja, Deus não deixou de ser com ele. Durante sua explicação, Estevão reafirmou sua fé no Deus de Abraão Isaque e Jacó, ao citar também Davi e seu filho Salomão, e o processo de construção do templo. Ressaltou ainda que “O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?” (At 7:48-49).

Terminada sua explanação, Estevão questionou a atitude daqueles homens que o acusavam injustamente, chamando-os de homens de dura cerviz e incircuncisos de coração, que resistiam ao Espírito Santo como havia feito os seus pais. Disse ainda que seus pais mataram e perseguiram profetas. Estes homens ouvindo isso ficaram enfurecidos. Estevão foi expulso da cidade, apedrejado e as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um homem chamado Saulo (que veio depois a se converter e ser chamado Paulo, de Tarso). Ao ser apedrejado, Estevão pedia ao Senhor Jesus que recebesse o seu espírito, e ainda pediu para não lhes imputar este pecado. E, dizendo isto, faleceu.

De acordo com a Palavra, Estevão estava cheio do Espírito Santo, e pouco antes do apedrejamento fixou os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. E com isso disse “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7:56).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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